O Spotify reconheceu que errou ao associar a Umbanda a termos como “ritual” e “bruxaria” em sua campanha de retrospectiva musical de 2024. Durante uma audiência com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, a empresa se comprometeu a adotar medidas reparatórias após ser acusada de racismo religioso. O procurador Jaime Mitropoulos deu um prazo de 60 dias para que as partes cheguem a um acordo, e a possibilidade de uma indenização financeira não foi descartada. O advogado Carlos Nicodemos destacou a importância de criar um ambiente de respeito às religiões, enquanto o Babalawô Ivanir dos Santos comentou que os danos causados são sérios, mas que a ação do Spotify pode servir de exemplo para evitar casos semelhantes no futuro.
O Spotify reconheceu um erro ao associar a Umbanda a termos como “ritual” e “bruxaria” em sua campanha de retrospectiva musical de 2024. A empresa se manifestou durante uma audiência com o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, onde se comprometeu a adotar medidas reparatórias após a denúncia de racismo religioso.
Na audiência, realizada em 29 de abril, o Spotify, em resposta ao Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), afirmou que estudará ações afirmativas. O procurador Jaime Mitropoulos estabeleceu um prazo de 60 dias para que as partes cheguem a um acordo. Embora a possibilidade de indenização financeira não tenha sido discutida, não está descartada.
Carlos Nicodemos, advogado do CEAP, destacou a importância da negociação, afirmando que a perspectiva jurídica é de cunho reparatório. Ele ressaltou que a ação é crucial para promover relações sociais e políticas em casos de intolerância religiosa. O Babalawô Ivanir dos Santos, sacerdote e professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro, também comentou sobre os danos irreversíveis causados pela veiculação, enfatizando que a ação do Spotify pode servir de exemplo para evitar futuros episódios de intolerância religiosa.
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