A Polícia Federal terminou a investigação sobre um esquema de venda de decisões judiciais em Mato Grosso do Sul, envolvendo sete desembargadores e um conselheiro do Tribunal de Contas. As provas foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal, que decidiu prorrogar o afastamento dos acusados por mais 180 dias. Os desembargadores, incluindo dois aposentados, negam as acusações e terão direito a defesa. A investigação, chamada Operação Ultima Ratio, revelou que filhos dos desembargadores usavam escritórios de advocacia para esconder pagamentos ilegais. Mensagens de texto e áudios mostram combinações de sentenças. O caso é grave, pois a corrupção no Judiciário compromete a confiança da sociedade na Justiça.
A Polícia Federal (PF) concluiu a investigação sobre um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS). O inquérito aponta a participação de sete desembargadores e um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS). As provas foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o afastamento dos envolvidos por mais 180 dias.
Os desembargadores Alexandre Aguiar Bastos, Marcos José de Brito Rodrigues, Sérgio Fernandes Martins, Sideni Soncini Pimentel, Vladimir Abreu da Silva e os aposentados Júlio Roberto Siqueira Cardoso e Divoncir Schreiner Maran estão entre os acusados. A PF revelou que filhos dos desembargadores usavam escritórios de advocacia para ocultar as propinas. A investigação, chamada Operação Ultima Ratio, é um desdobramento da Operação Mineração de Ouro, que apurou fraudes em licitações.
Mensagens de texto e áudios obtidos pela PF indicam que sentenças eram combinadas. Um advogado, considerado operador do esquema, é acusado de extorsões e falsificação de documentos. A quebra de sigilo telefônico revelou transações que envolviam valores significativos, como R$ 920 mil recebidos pela filha de um desembargador.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) agora decidirá se formaliza a denúncia. A corrupção no Judiciário é um tema sensível, pois compromete a imparcialidade necessária para a confiança da sociedade nas decisões judiciais. A PF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) têm enfrentado dificuldades em lidar com casos semelhantes, que se arrastam há anos. A sociedade espera que as investigações avancem e que os responsáveis sejam punidos com rigor.
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