Sônia Gomes de Oliveira, assistente social e presidente da Comissão Nacional do Laicato Brasileiro, foi convidada para participar de um sínodo no Vaticano, uma oportunidade histórica que inclui mulheres e leigos. Em setembro de 2023, Sônia participou da primeira fase do sínodo, onde representou grupos vulneráveis e expressou preocupação com a possibilidade de retrocessos na participação feminina na Igreja. Ela recebeu o convite de um padre do Celam enquanto voltava para casa e ficou surpresa por ser escolhida, já que acreditava que apenas teólogos poderiam participar. O papa Francisco anunciou que mulheres e leigos teriam voz e voto no sínodo, uma mudança significativa que gerou críticas de alguns líderes conservadores. Sônia, que tem uma forte ligação com sua comunidade e trabalha com grupos marginalizados, levou as preocupações dessas pessoas para as reuniões do sínodo. Ela ficou um mês em Roma e, ao retornar, ficou apreensiva com a possibilidade de retrocessos na participação feminina na Igreja, especialmente com a expectativa de um novo papa.
Sônia Gomes de Oliveira, assistente social e presidente da Comissão Nacional do Laicato Brasileiro, foi indicada para participar do sínodo no Vaticano, uma decisão histórica que inclui mulheres e leigos. Ela participou da primeira fase do sínodo em setembro de 2023, onde trouxe as vozes de grupos vulneráveis e expressou preocupações sobre retrocessos na participação feminina na Igreja.
O convite para o sínodo chegou de forma inesperada. Sônia estava voltando para casa após um encontro com catadores de material reciclável em Januária (MG) quando recebeu a ligação de um padre do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam). Ele informou que seu nome estava entre os indicados para uma atividade de trinta dias no Vaticano. Sônia aceitou prontamente, mas teve que manter o convite em segredo até o anúncio oficial do papa Francisco.
A participação de Sônia no sínodo representa um marco, pois é a primeira vez que mulheres e leigos têm direito a voto em um evento desse tipo. Essa mudança, promovida por Francisco, gerou resistência entre alguns prelados conservadores. Sônia, que nasceu em Montes Claros e tem uma forte vivência pastoral, destacou a importância da presença feminina na Igreja, onde as mulheres frequentemente representam a maioria dos voluntários.
Durante sua estadia em Roma, Sônia se reuniu com representantes de diversas nacionalidades e trouxe à tona as expectativas de grupos vulneráveis, como presidiários e vítimas de violência. Ela acredita que a nomeação de mulheres em posições de destaque, como a irmã Simona Brambilla, é um passo significativo, embora reconheça que a mudança na hierarquia da Igreja será gradual. Sônia expressou apreensão sobre possíveis retrocessos na participação feminina, especialmente em um contexto de espera por um novo papa.
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