Quatro policiais quenianos foram acusados de matar a bebê Samatha Pendo, que tinha apenas seis meses, durante protestos em 2017. O caso gerou muita indignação no país. Oito outros policiais que também eram acusados tiveram as acusações retiradas, o que gerou críticas. A mãe de Samatha, Lensa Achieng, disse que está esperançosa por justiça, mesmo com as demoras no processo. Os quatro policiais negaram as acusações de homicídio e outros crimes, enquanto grupos de direitos humanos criticaram a falta de responsabilização de oficiais superiores que estavam no comando durante os eventos. Eles também expressaram preocupação com a divulgação dos nomes de vítimas e testemunhas, que pode colocá-los em risco. Desde que um novo promotor assumiu o caso em 2023, houve pouca movimentação, e ativistas pedem que o processo não seja mais atrasado.
Quatro policiais quenianos foram acusados de homicídio pela morte de uma bebê durante protestos em Kisumu, em 2017. O caso de Samatha Pendo, que tinha apenas seis meses, gerou grande indignação nacional e simbolizou a brutalidade policial no país. O inquérito público iniciado após sua morte resultou na acusação dos quatro oficiais, enquanto as acusações contra oito outros foram retiradas, gerando críticas.
Os quatro policiais acusados negaram as acusações, que incluem homicídio como crime contra a humanidade, tortura e agressão sexual. Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, criticaram a exclusão de oficiais superiores que tinham responsabilidade durante a operação policial que resultou em mortes e ferimentos de pelo menos sessenta quenianos. Além disso, expressaram preocupação com a decisão do Ministério Público de identificar vítimas e testemunhas, o que poderia expô-las a riscos.
A mãe de Samatha, Lensa Achieng, manifestou esperança por justiça, afirmando que “temos um caso agora”. Ela destacou as dificuldades enfrentadas ao longo do processo, mas se mostrou otimista com os avanços recentes. Apesar disso, os grupos de direitos humanos continuam a criticar os atrasos no processo judicial, que têm sido frequentes. A Autoridade Independente de Supervisão Policial (Ipoa) afirmou não entender a lógica por trás das mudanças nas acusações.
Desde que um novo promotor assumiu em 2023, houve pouca movimentação no caso. Irungu Houghton, da Anistia no Quênia, afirmou que parece haver uma “falta de vontade” para prosseguir com a acusação. As organizações de direitos humanos pedem que o Judiciário garanta que o processo contra os quatro policiais não sofra mais atrasos.
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