O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para facilitar a fabricação de produtos farmacêuticos nos Estados Unidos. A medida visa reduzir o tempo para aprovar novas fábricas e aumentar a fiscalização de produtos importados. A ordem também pede que a FDA melhore a verificação da origem dos ingredientes usados em medicamentos e considere divulgar uma lista de fábricas que não cumprirem as normas. Além disso, a EPA deve acelerar a construção de instalações para a produção de medicamentos. Trump afirmou que é importante que os EUA fabriquem seus próprios produtos farmacêuticos para garantir segurança nacional. Apesar disso, algumas empresas, como a Pfizer, expressaram preocupações de que as tarifas planejadas possam afetar seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento no país. A fabricação de medicamentos nos EUA diminuiu nas últimas décadas, com muitos ingredientes sendo importados, principalmente da Europa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira, cinco de maio, uma ordem executiva para incentivar a fabricação de produtos farmacêuticos no país. A medida visa reduzir a dependência de importações e aumentar a segurança nacional. A ordem determina que a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) agilize a aprovação de novas fábricas farmacêuticas, eliminando requisitos desnecessários e oferecendo suporte antecipado aos fabricantes.
A Casa Branca informou que a iniciativa busca restaurar uma base sólida de fabricação de medicamentos nos Estados Unidos, incluindo ingredientes essenciais. Além disso, a ordem estabelece que a FDA aumente a fiscalização sobre produtos importados e considere a divulgação de uma lista de instalações estrangeiras que não estejam em conformidade com as normas.
Ações e Implicações
Trump também pediu à Agência de Proteção Ambiental (EPA) que acelere a construção de instalações para a fabricação de medicamentos. A ordem determina que as agências federais designem um único ponto de contato para coordenar os pedidos de licença, visando um processo mais eficiente. O presidente afirmou: “Não queremos comprar nossos produtos farmacêuticos de outros países porque, se estivermos em uma guerra, estamos em um problema”.
Embora a ordem tenha gerado otimismo, algumas empresas farmacêuticas expressaram preocupações. O CEO da Pfizer, Albert Bourla, afirmou que as ameaças de tarifas estão desestimulando investimentos em pesquisa e desenvolvimento nos Estados Unidos. A fabricação nacional de produtos farmacêuticos diminuiu nas últimas décadas, com a maioria dos ingredientes ativos sendo produzidos fora do país, especialmente na China.
Em 2023, os Estados Unidos importaram R$ 203 bilhões em produtos farmacêuticos, com 73% provenientes da Europa. A reestruturação da fabricação pode fortalecer a cadeia de suprimentos, mas também pode elevar os custos de produção e os preços dos medicamentos, gerando preocupações sobre a acessibilidade.
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