A juíza Vanessa Cavalieri, que trabalha na Vara da Infância e Juventude no Rio de Janeiro, percebeu um grande problema nas escolas: muitos adolescentes estão sofrendo em silêncio. Após dez anos lidando com casos de jovens infratores, ela decidiu que era hora de falar sobre o que viu nas audiências. Cavalieri defende a regulação das redes sociais para proteger as crianças, especialmente após o aumento de infrações virtuais entre adolescentes, que incluem racismo, pornografia infantil e incentivo à automutilação. Ela observa que muitos desses jovens vêm de famílias que não os monitoram e acabam se envolvendo em grupos extremistas online. A juíza também destaca que, durante a pandemia, esses casos aumentaram, e que a solução não é apenas punir, mas sim responsabilizar e oferecer apoio. Cavalieri acredita que os pais devem monitorar a atividade online dos filhos, pois a internet não é um espaço privado. Ela apoia um projeto de lei que visa proteger crianças nas redes sociais e pede uma verificação de idade para o uso dessas plataformas, ressaltando que a violência é um sintoma de necessidades não atendidas.
A juíza da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, Vanessa Cavalieri, alerta sobre o aumento de infrações virtuais entre adolescentes e a urgência de regular as redes sociais. Em entrevista, ela destacou a necessidade de proteger crianças no ambiente digital, mencionando um projeto de lei que visa essa proteção.
Cavalieri, que atua há dez anos na Vara, observou um sofrimento invisível entre os jovens. Ela afirmou que muitos adolescentes se tornam infratores apenas quando suas dificuldades são notadas, geralmente após cometerem atos de violência. A juíza enfatizou a importância de dialogar com a sociedade sobre esses problemas, que incluem bullying e a falta de supervisão digital.
A juíza também apontou um aumento significativo em infrações virtuais desde 2019, especialmente durante a pandemia. Casos de racismo, ameaças e pornografia infantil têm se tornado mais frequentes. Cavalieri observou que muitos adolescentes, sem supervisão, se conectam a grupos extremistas na internet, buscando acolhimento e pertencimento.
Propostas de Ação
Cavalieri defende a responsabilização dos adolescentes por suas ações, utilizando práticas restaurativas em vez de punições severas. Medidas socioeducativas, como prestação de serviços à comunidade, são aplicadas, dependendo da gravidade do ato. Ela também propõe o monitoramento das redes sociais pelos pais e a implementação de programas nas escolas para combater o bullying.
A juíza acredita que a regulação das redes sociais é uma questão urgente. Ela apoia o Projeto de Lei 2628, que já foi aprovado no Senado e busca proteger crianças e adolescentes online. Cavalieri criticou a falta de ação das plataformas em remover conteúdos prejudiciais, como desafios perigosos que já resultaram em mortes.
Cavalieri conclui que é essencial que os pais monitorem a atividade online de seus filhos, lembrando que a internet é uma “rua virtual”. A supervisão é fundamental para garantir a segurança dos jovens em um ambiente digital repleto de riscos.
Entre na conversa da comunidade