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Justiça proíbe Câmara de Belford Roxo de nomear novos comissionados e aumentar gastos

Câmara de Belford Roxo é proibida de nomear comissionados e conceder gratificações após denúncias de irregularidades em ano eleitoral.

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A Justiça do Rio de Janeiro proibiu a Câmara de Vereadores de Belford Roxo de contratar novos servidores comissionados e de dar gratificações a funcionários. Essa decisão veio após denúncias de que o presidente da Câmara, Markinho Gandra, havia distribuído mais de 130 cargos de confiança em poucos meses, perto das eleições de 2024. A Câmara, que já tem 500 funcionários e não divulga os salários, foi criticada por não ter um alvará dos bombeiros e por estar em uma cidade com uma das piores economias do estado. A Justiça também exigiu que a Câmara envie, em 30 dias, uma lista com os nomes, cargos e salários dos servidores e que comprove que os gastos estão dentro da lei. A desembargadora responsável pela decisão destacou que as nomeações representam um risco ao dinheiro público e citou um caso em que 36 pessoas foram promovidas em um único dia. Se a Câmara não cumprir a ordem, poderá ser multada em 1.000 reais por dia. Gandra justificou as nomeações como uma forma de ajudar a população.

A Justiça do Rio de Janeiro proibiu a Câmara de Vereadores de Belford Roxo de nomear novos servidores comissionados e conceder gratificações. A decisão, tomada em resposta a uma ação popular, ocorre em um contexto de críticas à gestão da Câmara, especialmente em ano eleitoral.

O presidente da Câmara, Markinho Gandra (União Brasil), foi acusado de distribuir mais de 130 cargos de confiança em poucos meses, o que levantou preocupações sobre a transparência e a legalidade dessas nomeações. A Justiça determinou que a Câmara apresente, em até 30 dias, a lista completa de servidores, incluindo cargos e salários, e comprove que os gastos com pessoal respeitam a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A desembargadora Maria Teresa Pontes Gazineu classificou as nomeações como um “risco real ao erário”, citando a falta de estudos prévios sobre o impacto financeiro. Em um exemplo de descontrole, 36 pessoas foram nomeadas a cargos de chefia em um único dia, conforme publicado no Diário Oficial. A Câmara, que já conta com 500 funcionários, opera em um prédio sem alvará dos bombeiros e mantém sigilo sobre os salários.

Caso a Câmara não cumpra a decisão judicial, poderá ser multada em R$ 1 mil por dia. Gandra justificou as nomeações como uma forma de “dar emprego” à população local. A Câmara não respondeu aos pedidos de comentário sobre a decisão até o fechamento desta matéria.

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