A reunião da Comissão de Agricultura da Câmara, que iria ouvir a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sobre o aumento das queimadas e do desmatamento na Amazônia, foi cancelada. O pedido para o cancelamento veio de deputados bolsonaristas, que também queriam questionar a participação da ministra em protestos indígenas. Não há nova data marcada para a audiência. A reunião abordaria, entre outros temas, o impacto ambiental da COP30 em Belém e o apoio de Marina ao Acampamento Terra Livre, onde ocorreram protestos que resultaram em confrontos com a polícia. O presidente da comissão, Rodolfo Nogueira, afirmou que os manifestantes agiram de forma “antidemocrática” e pediu explicações sobre a presença da ministra no evento.
A Comissão de Agricultura da Câmara cancelou a reunião agendada para esta quarta-feira, 7 de maio, onde a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, seria ouvida sobre o aumento das queimadas e do desmatamento na Amazônia. O cancelamento foi solicitado por deputados bolsonaristas, que questionam a participação da ministra em protestos indígenas.
A audiência também abordaria o impacto ambiental da COP30, que ocorrerá em Belém, e o apoio de Marina ao Acampamento Terra Livre, evento que reúne indígenas em Brasília. Não há previsão para uma nova data da reunião. Os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), presidente da comissão, foram os responsáveis pela convocação.
Os deputados não explicaram os motivos do cancelamento. O foco principal do requerimento foi a participação de Marina no Acampamento Terra Livre, onde indígenas protestaram e foram alvo de gás lacrimogêneo pela Polícia Legislativa. A deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) estava presente e foi atingida pelos artefatos. Nogueira alegou que os manifestantes realizaram ações “antidemocráticas” e que Marina deve esclarecer sua presença no ato.
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