O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra sete pessoas do “núcleo de desinformação” envolvido em um suposto plano de golpe. Moraes explicou que esse grupo atuou de forma coordenada para espalhar mentiras sobre a democracia e as instituições, ligando suas ações a declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele destacou que as fake news não eram apenas repassadas de uma pessoa para outra, mas parte de uma estratégia maior. Os advogados dos acusados tentaram desvinculá-los das lideranças do golpe, mas Moraes afirmou que todos contribuíram para o plano. Ele também mencionou um relatório da Polícia Federal que indicou uma atuação organizada de bolsonaristas para atacar o sistema eleitoral e lucrar com notícias falsas. Moraes ressaltou que esse grupo usou táticas semelhantes às de milícias digitais para manipular a opinião pública contra o Judiciário e o sistema eleitoral.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira, 6, a favor de aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra sete indivíduos do “núcleo de desinformação” relacionado a um suposto plano de golpe. Moraes destacou a importância desse grupo na disseminação de fake news e na promoção de dúvidas sobre a democracia e o sistema eleitoral.
O ministro, que atua como relator, argumentou que as ações do núcleo de desinformação foram coordenadas e estratégicas, alinhadas com declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não se trata da acusação de que ‘ah, uma pessoa simplesmente repassou uma notícia para outra’”, afirmou Moraes, enfatizando que a denúncia revela uma atuação organizada.
Os sete denunciados são acusados de realizar “operações estratégicas de desinformação” e de atacar instituições e autoridades. As defesas tentaram desvincular os acusados das lideranças do plano de golpe, alegando que não tinham influência suficiente para contribuir para os eventos de 8 de janeiro. No entanto, Moraes argumentou que todos os envolvidos contribuíram, “em maior ou menor extensão”, para o plano golpista.
Atuação Orquestrada
O ministro também mencionou um relatório da Polícia Federal que aponta uma “atuação orquestrada” de bolsonaristas para disseminar desinformação e atacar o sistema eleitoral. Moraes afirmou que o grupo utilizou um “modus operandi” semelhante ao das milícias digitais, visando incitar a população contra o Judiciário e as instituições democráticas.
“Havia núcleo de produção, divulgação e financiamento de notícias fraudulentas e o núcleo político. Esses fatos são comprovados”, disse Moraes, ressaltando a gravidade das ações do núcleo de desinformação. O caso segue em análise no STF, com desdobramentos que podem impactar a cena política brasileira.
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