A Justiça de São Paulo arquivou o inquérito sobre o uso de linguagem neutra no Hino Nacional durante um comício do deputado Guilherme Boulos em agosto. Na ocasião, a artista Yurungai alterou a letra de “dos filhos deste solo” para “des filhes deste solo”. A mudança gerou críticas e uma acusação de falsificação do hino, iniciada após uma representação do senador Cleitinho ao Ministério Público. A defesa de Yurungai argumentou que a intenção era incluir pessoas não-binárias, sem desrespeitar a música. A promotora Claudia Ferreira Mac Dowell concordou com a defesa, afirmando que não houve violação do hino e que a artista exerceu seu direito à livre manifestação. Após essa decisão, o inquérito foi arquivado. O episódio também recebeu críticas de adversários políticos de Boulos, que se manifestaram nas redes sociais.
A Justiça de São Paulo arquivou o inquérito sobre o uso de linguagem neutra no Hino Nacional, que ocorreu durante um comício do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) em agosto. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata a vice, Marta Suplicy.
A artista Yurungai, que interpretou o hino, alterou a frase “dos filhos deste solo” para “des filhes deste solo”. Essa mudança gerou polêmica e uma representação do senador Cleitinho (Republicanos) ao Ministério Público Federal, que encaminhou o caso para análise em São Paulo.
Durante a investigação, a defesa de Yurungai argumentou que a intenção da artista era incluir pessoas não-binárias, sem desrespeitar a letra original. A promotora Claudia Ferreira Mac Dowell acolheu esses argumentos, afirmando que não houve violação da integridade do hino e que a performance foi um exercício de livre manifestação artística.
Após o parecer da promotora, o inquérito foi arquivado pela 2ª Vara Criminal do Foro Regional de Santo Amaro. A transmissão do momento em que o hino foi executado foi excluída das redes sociais de Boulos. O episódio gerou críticas nas redes sociais de adversários políticos, incluindo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
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