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Brics deve se consolidar antes de considerar novas adesões, afirma Celso Amorim

Celso Amorim defende a consolidação do Brics e descarta novas adesões, apesar da pressão de países como Turquia e Venezuela.

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Celso Amorim, assessor especial da Presidência do Brasil, afirmou que o grupo Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos membros como Arábia Saudita e Irã, não deve ter novas adesões por enquanto. Ele destacou a importância de consolidar o grupo atual para manter a coesão e facilitar a tomada de decisões. Diplomatas brasileiros também têm se oposto a mais expansões, embora países como Turquia e Venezuela estejam interessados em se juntar ao bloco. A entrada de novos membros já causou desafios, como desacordos que afetaram a candidatura do Brasil ao Conselho de Segurança da ONU. Amorim disse que não há necessidade de se aproximar da Venezuela, exceto em questões econômicas e humanitárias.

O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou em Moscou, no dia 10 de agosto, que o Brics não deve ampliar seu número de membros neste momento. Ele defendeu a necessidade de consolidação do grupo, que atualmente inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.

Amorim destacou que grupos muito grandes enfrentam dificuldades de coesão e tomada de decisões. “O Brics está no tamanho certo”, afirmou. A diplomacia brasileira tem rejeitado novas adesões, embora países como Turquia e Venezuela manifestem interesse em ingressar. A questão da ampliação não está na pauta da cúpula do Brics, marcada para julho no Rio de Janeiro.

Pressões por Ampliação

Recentes expansões do Brics, ocorridas em 2023 e 2024, foram impulsionadas por China e Rússia, o que gerou preocupações no Brasil sobre a perda de protagonismo. A inclusão de novos membros complicou acordos anteriores e exigiu adaptações nas regras do bloco. A discordância entre países africanos na cúpula anterior resultou na retirada de apoio a três países para o Conselho de Segurança da ONU.

Atualmente, o Brics conta com nove países com status de associação menor, que não têm direito a veto. A governança do grupo é informal e baseada no consenso. A Turquia, que solicitou adesão como membro, foi convidada apenas como parceira. A Venezuela, que teve seu acesso vetado pelo Brasil, continua a buscar participação, mas Amorim afirmou que não há motivos para aproximação, exceto por questões econômicas e de refugiados.

Futuro do Brics

A posição do Brasil é clara: novas adesões não são prioridade. Amorim reiterou que o foco deve ser a consolidação do grupo atual. O chanceler russo, Serguei Lavrov, defendeu a continuidade da expansão, sugerindo que os parceiros teriam prioridade para se tornarem membros plenos. A situação do Brics permanece em evolução, com desafios internos e pressões externas para novas inclusões.

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