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Corte de investimentos em ciência e tecnologia leva Argentina a retroceder 25 anos

Cortes drásticos na ciência argentina sob Javier Milei resultam em 4 mil empregos perdidos e desinteresse crescente por carreiras científicas.

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O governo de Javier Milei na Argentina fez cortes grandes no financiamento da ciência e tecnologia, levando os investimentos a níveis de 2002, durante uma crise severa. Nos primeiros 17 meses de sua gestão, mais de 4.000 empregos foram perdidos no setor científico, e o número de jovens interessados em se tornar pesquisadores caiu drasticamente. O poder de compra dos salários de pesquisadores e estagiários também diminuiu em 30%. O orçamento para ciência foi reduzido de 0,30% do PIB para 0,21% e deve cair ainda mais, chegando a 0,15%. O Ministério de Ciência foi rebaixado a uma secretaria, e a agência responsável por promover a pesquisa está quase paralisada. Muitos pesquisadores estão abandonando suas carreiras em busca de melhores salários, e o número de novos candidatos a vagas de pesquisa caiu significativamente. A situação se agravou com a recente eliminação de um fundo que apoiava a pesquisa científica, mostrando que a crise no setor continua a se aprofundar.

O governo de Javier Milei na Argentina tem promovido cortes drásticos no financiamento da ciência e tecnologia, levando o setor a um retrocesso de quase 25 anos. Em apenas 17 meses de gestão, mais de 4.000 empregos foram eliminados, refletindo uma queda de 30% no poder aquisitivo de pesquisadores e estagiários.

Os investimentos em ciência caíram para níveis de 2002, quando o país enfrentava uma grave crise econômica. O orçamento destinado à pesquisa científica, que era de 0,30% do Produto Interno Bruto (PIB), despencou para 0,21% no último ano e deve cair ainda mais, chegando a 0,15% em 2025, segundo o Centro Iberoamericano de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação (CIICTI).

Impactos no Setor Científico

A degradação do Ministério de Ciência a uma secretaria resultou em cortes orçamentários significativos. A Agência Nacional de Promoção da Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação está praticamente paralisada, sem convocações para novos projetos desde 2022. Valeria Levi, vicedecana da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires, destacou que os valores atuais de financiamento são comparáveis aos da crise de 2001-2002.

Os salários dos pesquisadores e estagiários também sofreram uma queda de 30% em seu poder de compra desde 2023. A maioria dos profissionais do setor científico recebe salários muito baixos, levando a um aumento do pluriemprego e à fuga de talentos para o setor privado ou outros países. Entre dezembro de 2023 e abril de 2024, o sistema científico perdeu 4.148 postos de trabalho.

Desinteresse pela Carreira Científica

O número de jovens interessados em seguir a carreira científica também caiu drasticamente. Em 2023, 1.960 pessoas se inscreveram para o Conicet, o principal órgão de pesquisa do país, enquanto em 2024 esse número caiu para 1.378. Além disso, 853 jovens aprovados em concursos ainda não iniciaram suas atividades.

A recente eliminação do Fondotec, um fundo criado em 1990 para promover a ciência e tecnologia, agrava ainda mais a situação. As medidas do governo têm gerado um ambiente hostil para a pesquisa, com a comunidade acadêmica clamando por mudanças que ainda não foram atendidas.

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