Zuzu Angel, uma estilista brasileira, morreu em 1976 em um acidente de carro que muitos acreditavam ser um atentado ligado à repressão militar. Recentemente, novas evidências confirmaram que sua morte foi violenta e não acidental, com o Estado brasileiro reconhecendo a participação de agentes da repressão. Na madrugada do dia 14 de abril de 1976, Zuzu perdeu o controle de seu carro após sair de uma festa e bateu em uma mureta, resultando em sua morte. Inicialmente, a versão oficial dizia que ela havia adormecido ao volante, mas exames mostraram que não havia álcool em seu sangue e o carro estava em boas condições. Amigos e familiares sempre desconfiaram da explicação oficial. Uma semana antes de sua morte, Zuzu havia enviado uma carta a Chico Buarque, alertando que, se algo acontecesse com ela, seria obra dos assassinos de seu filho, Stuart, que havia sido morto por agentes da repressão em 1971. Zuzu se tornou uma figura de resistência, usando sua moda para protestar contra a ditadura. Em 1998, um novo depoimento revelou que seu carro foi abalroado por outro veículo, levando o Estado a reconhecer o atentado. O Túnel Dois Irmãos, onde ocorreu o acidente, foi renomeado em sua homenagem. Em 2014, um ex-agente da repressão confirmou que Zuzu foi assassinada, apontando um coronel como responsável. Em 2019, a família conseguiu certidões de óbito que reconhecem a morte de Zuzu como violenta e causada pelo Estado durante a ditadura.
Zuzu Angel, estilista brasileira, foi reconhecida como vítima de atentado pelo Estado brasileiro, após novas evidências surgirem sobre sua morte em 1976. A designer, que lutou contra a repressão militar após a morte de seu filho, Stuart Angel Jones, foi considerada inicialmente vítima de um acidente de carro.
Na madrugada de 14 de abril de 1976, Zuzu dirigia seu Volkswagen Karmann-Ghia após uma festa no Leblon, no Rio de Janeiro. Ao sair do Túnel Dois Irmãos, perdeu o controle do veículo, que colidiu e caiu de um viaduto. A versão oficial alegou que ela adormeceu ao volante, mas a ausência de álcool em seu sangue e relatos de testemunhas levantaram suspeitas sobre um possível atentado.
A verdade sobre sua morte começou a emergir em 1998, quando um advogado afirmou ter visto outro carro colidir com o de Zuzu. A Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos solicitou uma nova perícia, que refutou a versão do acidente. Em março de 1998, o Estado reconheceu que Zuzu foi assassinada, e o Túnel Dois Irmãos foi rebatizado em sua homenagem.
Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade em 2014, o ex-delegado Claudio Antônio Guerra confirmou o envolvimento de agentes da repressão na morte da estilista, identificando o coronel Freddie Perdigão Pereira como responsável pelo crime. Guerra revelou que Perdigão havia planejado simular o acidente.
Recentemente, a jornalista Hildegard Angel, filha de Zuzu, conseguiu certidões de óbito que agora registram a causa da morte como “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro”. A luta de Zuzu Angel por justiça e pela memória de seu filho continua a ser um símbolo da resistência contra a repressão.
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