Luís Roberto Barroso, presidente do STF, afirmou que não concorda com todas as decisões da Corte e que os ministros sempre desagradam alguém. Ele destacou que questões polêmicas da sociedade brasileira chegam ao Supremo, e isso gera descontentamento em diferentes grupos, como indígenas, agronegócio e governo. Barroso também criticou o sistema eleitoral proporcional, dizendo que ele cria um afastamento entre eleitores e eleitos, pois as pessoas votam em listas de partidos e não sabem exatamente quem estão escolhendo. Isso faz com que os eleitos não tenham clareza sobre quem os elegeu, dificultando a cobrança e a prestação de contas.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que não concorda com todas as decisões da Corte e que os ministros estão “sempre desagradando alguém”. As declarações foram feitas durante o Fórum VEJA Brazil Insights, realizado em Nova York. Barroso destacou que frequentemente é voto vencido nas deliberações do STF.
O magistrado ressaltou que as questões polêmicas que dividem a sociedade brasileira chegam ao STF, o que resulta em descontentamento de diferentes grupos. “A gente desagrada as comunidades indígenas, o agronegócio, o contribuinte ou o governo”, afirmou. Barroso também comentou sobre o protagonismo do STF, que, segundo ele, é intensificado pela competência da Corte para julgar políticos e autoridades, atraindo grande atenção da mídia.
Crítica ao Sistema Eleitoral
Durante sua fala, Barroso criticou o sistema eleitoral proporcional, utilizado para a eleição de deputados federais, estaduais e vereadores. Ele argumentou que esse modelo é problemático, pois o eleitor vota em candidatos que não conhece bem, resultando em um descolamento entre eleitores e eleitos. “O eleito não sabe exatamente por quem foi colocado lá”, disse Barroso, enfatizando a falta de responsabilidade entre a classe política e a sociedade civil.
O presidente do STF também mencionou que a competência criminal da Corte gera uma “imensa atração midiática”, uma vez que envolve altas autoridades e membros do Congresso Nacional. Ele concluiu que essa dinâmica faz com que o trabalho do Judiciário ocorra “na frente dos holofotes”, com transmissões ao vivo pela TV Justiça.
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