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Cláudio Castro busca acordo para permitir que Rodrigo Bacellar assuma governo do Rio

Castro negocia com Pampolha para que Bacellar assuma o governo do Rio e concorra em 2026, oferecendo vaga no TCE como troca.

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está tentando fazer um acordo com seu vice, Thiago Pampolha, para que Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa, assuma o governo no próximo ano e já comece a se preparar para a eleição de 2026. Castro pretende oferecer a Pampolha uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, que ficará disponível em breve, como parte do acordo. A ideia é que Bacellar assuma o cargo quando Castro deixar para concorrer ao Senado. No entanto, Pampolha também quer ser candidato em 2026 e tem se aproximado de Eduardo Paes, que pode ser um adversário nas eleições. Apesar das tensões entre eles, Pampolha e Castro ainda estão conversando sobre a mudança na linha de sucessão. Além disso, Castro planeja reformar seu secretariado para fortalecer Bacellar e limitar as alianças de Paes, que está buscando apoio de outros partidos. A estratégia de Castro é tentar manter sua base e dificultar a formação de uma chapa forte para Paes nas próximas eleições. Bacellar, por sua vez, está tentando se aproximar de Jair Bolsonaro para ganhar visibilidade, enquanto Paes afirma que não deixará a prefeitura para se candidatar ao governo.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está em negociações com o vice, Thiago Pampolha (MDB), para que o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), assuma o governo em 2024. O acordo visa permitir que Bacellar concorra à sucessão no cargo. A principal proposta de Castro é oferecer uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que ficará disponível a partir de 19 de maio.

A manobra de Castro busca abrir espaço na linha sucessória, já que ele pretende deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado. A estratégia é semelhante à adotada pelo ex-governador Sérgio Cabral em 2014, quando renunciou para favorecer seu vice. Contudo, a relação entre Castro e Pampolha é tensa, especialmente após o vice se aproximar de Eduardo Paes (PSD), potencial adversário nas eleições de 2026.

Tensão Política

Pampolha, que trocou o União Brasil pelo MDB sem o aval de Castro, tem se posicionado como pré-candidato para 2026. Ele intensificou sua presença nas redes sociais e adotou um discurso forte sobre segurança pública. Apesar das divergências, ambos mantêm diálogo sobre a sucessão, e um acordo é considerado provável.

Além disso, Castro planeja uma reforma no secretariado para fortalecer Bacellar e limitar as alianças de Paes. O governador busca consolidar sua base política e evitar que o prefeito atraia aliados de seu governo. A aproximação de Paes com o PP e o Republicanos é vista como uma ameaça à estratégia de Castro.

Movimentos Estratégicos

A reforma no secretariado também pode reabrir espaço para o grupo de Pampolha na Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgoto). Castro visa fortalecer sua aliança com Bacellar, que já foi crucial para sua reeleição em 2022. A movimentação política ocorre em um cenário onde Paes tenta criar uma frente de oposição, mas enfrenta desafios devido à sua popularidade em áreas menos urbanizadas.

Bacellar, por sua vez, busca se aproximar de Jair Bolsonaro para aumentar sua visibilidade. No entanto, a disputa interna entre os apoiadores de Bolsonaro pode complicar sua trajetória. Enquanto isso, Paes afirma que não deixará a prefeitura para se candidatar ao governo, mas seus aliados acreditam que ele será convocado para a disputa.

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