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François Bayrou é questionado sobre abusos em escola católica onde seus filhos estudaram

François Bayrou, primeiro-ministro da França, será questionado sobre abusos na escola Notre-Dame de Bétharram, após revelações de sua filha.

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O primeiro-ministro francês, François Bayrou, vai ser questionado em uma investigação parlamentar sobre abusos em uma escola católica, a Notre-Dame de Bétharram, onde mais de 200 queixas foram feitas desde fevereiro de 2024. Bayrou, que tem laços pessoais com a escola, já havia afirmado que não sabia dos abusos até recentemente, mas depois admitiu ter conhecimento de um caso de agressão em 1996, quando era ministro da educação. Sua filha, Hélène Perlant, revelou que foi vítima de abuso na escola, o que aumentou a pressão sobre ele. O escândalo envolve acusações de abusos físicos e sexuais por parte de sacerdotes ao longo de cinco dcadas. Bayrou é um político influente na região, e sua ligação com a escola é pessoal, já que vários de seus filhos estudaram lá. O ex-diretor da escola, que enfrentou acusações de abuso, cometeu suicídio antes de ser julgado. Um porta-voz dos vítimas afirmou que muitos ainda não se manifestaram, mas que a lista de agressores é extensa.

Primeiro-ministro francês enfrenta investigação sobre escândalo de abusos na escola Notre-Dame de Bétharram

O primeiro-ministro da França, François Bayrou, será interrogado por uma comissão parlamentar sobre os abusos físicos e sexuais ocorridos na escola católica Notre-Dame de Bétharram. O escândalo, que se estende por cinco décadas, resultou em mais de duzentas queixas formais desde fevereiro de 2024. A pressão sobre Bayrou aumentou após sua filha revelar que foi vítima de abuso na instituição.

A audiência está marcada para esta quarta-feira, onde os legisladores questionarão Bayrou sobre seu conhecimento a respeito das alegações de abusos na escola, localizada perto de Pau, no sudoeste da França. O político, que é um figura proeminente na região e foi ministro da Educação entre 1993 e 1997, inicialmente afirmou não ter sido informado sobre os abusos até recentemente. No entanto, ele posteriormente admitiu ter conhecimento de um incidente em 1996, quando um supervisor agrediu um aluno.

A revelação da filha de Bayrou trouxe um novo foco ao caso. Hélène Perlant, de 53 anos, afirmou que sofreu abusos por parte de um sacerdote durante um acampamento de verão. Ela manteve o silêncio sobre o ocorrido por trinta anos, até a publicação de um livro que narra sua experiência. O porta-voz de um grupo de vítimas, Alain Esquerre, também compartilhou seu relato, descrevendo um ambiente de terror na escola.

A situação se agrava com a história de Father Carricart, ex-diretor da escola, que enfrentou acusações de abuso infantil em 1998 e cometeu suicídio em 2000, antes de ser julgado. A comissão parlamentar busca esclarecer as ligações de Bayrou com a escola e sua resposta aos abusos denunciados.

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