A construção da fábrica de celulose da Altri em Palas de Rei, na Galícia, está causando polêmica por seu impacto ambiental e cultural, especialmente em relação ao patrimônio histórico da região. Recentemente, a diretora geral de Patrimonio Cultural, María del Carmen Martínez Insua, renunciou após um relatório sugerir que a chaminé da fábrica se tornasse um “ícone”. A resistência popular tem aumentado, com manifestações pedindo que o governo não subsidie o projeto. A fábrica, que deve produzir celulose e fibra têxtil, exigirá grandes quantidades de água e devolverá efluentes ao rio Ulla. O projeto está próximo de várias construções históricas, como os Pazos de Ulloa e a igreja de San Salvador de Vilar de Donas, que são considerados tesouros culturais. O arquiteto Pedro de Llano, que defende a preservação do patrimônio, criticou a construção e alertou sobre os riscos que ela representa para a cultura local. A oposição ao projeto tem se intensificado, com protestos em várias partes da Galícia, e grupos como Ulloa Viva e Greenpeace pedindo ao governo que não financie a obra. A fábrica já recebeu aprovação ambiental, mas precisa de 250 milhões de euros em subsídios para ser construída.
A construção da fábrica de celulose da Altri em Palas de Rei, na Galícia, enfrenta crescente resistência popular. A diretora geral de Patrimonio Cultural, María del Carmen Martínez Insua, renunciou após a polêmica sobre um relatório que sugeria transformar a chaminé da fábrica em um “ícone”. O projeto, que visa produzir até 400 mil toneladas de celulose solúvel anualmente, gera preocupações sobre o impacto ambiental e cultural na região.
A planta ocupará uma área de 366 hectares e exigirá a captação de 46 milhões de litros de água por dia. Além disso, devolverá ao rio Ulla 30 milhões de litros de águas residuais tratadas. A proximidade da fábrica com importantes patrimônios históricos, como o Pazo de Ulloa e a igreja de San Salvador de Vilar de Donas, é um ponto crítico para os opositores.
O arquiteto Pedro de Llano, que resgatou fichas históricas da região, alerta que a construção ameaça não apenas o meio ambiente, mas também o patrimônio arquitetônico local. Ele destaca que os elementos culturais estão a menos de seis quilômetros da futura fábrica, o que pode ter um impacto grave na área.
Nos últimos meses, a resistência ao projeto tem se intensificado, com manifestações que atraem dezenas de milhares de pessoas. O coletivo Ulloa Viva, que lidera a oposição, argumenta que a construção pode transformar o Caminho Francês de Santiago em um trajeto “residual”. O projeto já recebeu luz verde ambiental da Xunta, mas precisa de R$ 250 milhões em subsídios para ser viabilizado.
A situação se agravou após a renúncia de Martínez Insua, que, segundo o governo, ocorreu por motivos pessoais. No entanto, sua saída coincide com a crescente pressão pública contra a fábrica. O movimento contra a Altri continua a mobilizar apoio em toda a Galícia, com apelos para que o governo não subsidie a obra.
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