A prefeitura de Barueri, em São Paulo, demitiu o secretário de Educação, Celso Furlan, após a divulgação de um áudio em que ele faz comentários desrespeitosos sobre alunos com deficiência. Durante uma reunião, Furlan expressou preocupações sobre a inclusão desses estudantes nas escolas, mencionando que o número de alunos com deficiência aumentou de 700 para mais de 3 mil e insinuou que alguns poderiam estar usando documentos falsos para se matricular. Ele também sugeriu que alguns alunos não têm condições de aprender e poderiam ser transferidos para outras secretarias. Após a repercussão negativa, Furlan disse que suas palavras foram tiradas de contexto. A prefeitura lamentou a situação e reafirmou seu compromisso com uma educação inclusiva.
A prefeitura de Barueri, na Grande São Paulo, exonerou o secretário de Educação, Celso Furlan, nesta sexta-feira, 16, após a divulgação de um áudio em que ele faz comentários considerados desrespeitosos sobre alunos com deficiência. As declarações foram feitas durante uma reunião sobre a inclusão de estudantes PCD nas escolas municipais.
No áudio, Furlan sugere que a rede de ensino não está preparada para receber o aumento de alunos com deficiência e expressa preocupações sobre o acolhimento desses estudantes. Ele menciona que a quantidade de alunos PCD saltou de 700 para mais de 3 mil, insinuando que alguns utilizam comprovantes falsos para se matricular. “Tome cuidado para não ficar dando vaga para deficiente porque vocês não toleram mais eles na escola”, disse.
Após a repercussão negativa, o ex-secretário afirmou que suas palavras foram tiradas de contexto e que não tinha a intenção de ofender. Em nota, a prefeitura lamentou a situação e reafirmou seu compromisso com uma “política séria, ética e inclusiva” voltada para a educação de pessoas com deficiência.
Furlan também fez comentários sobre a capacidade de aprendizado de alguns alunos, afirmando que há casos de crianças que não têm condições de aprender. Ele sugeriu que esses alunos poderiam ser remanejados para outras secretarias, o que gerou ainda mais críticas. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência estabelece que é dever do Estado garantir uma educação inclusiva e de qualidade para todos os estudantes.
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