O ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, decidiu revogar a suspensão da licença de voo de Renan Machado Melo, um copiloto que está sendo investigado na Operação Mafiusi. Essa operação investiga um esquema de tráfico de drogas entre o Brasil e a Itália, onde Melo é suspeito de ter ligações com grupos criminosos como o PCC e a ‘Ndrangheta. Ele foi denunciado em março de 2024 por supostamente ajudar no transporte de cocaína em aviões particulares. A defesa de Melo argumentou que a suspensão de sua licença era excessiva, já que ele tem um emprego legal e não há provas recentes de atividades ilegais. As investigações mostram que o grupo criminoso atuou entre 2019 e 2024, usando o porto de Paranaguá para enviar drogas, com mafiosos da Calábria como receptores. Conversas interceptadas revelaram que Melo e um outro piloto escondiam drogas nas aeronaves e que ele poderia receber R$ 800 mil por uma operação criminosa. A operação resultou em várias prisões e apreensões de bens avaliados em R$ 126 milhões.
O ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogou a suspensão da licença aeronáutica de Renan Machado Melo, copiloto investigado na Operação Mafiusi. A operação apura um esquema de tráfico internacional de drogas entre Brasil e Itália, com indícios de ligação de Melo a organizações criminosas como o PCC e a ‘Ndrangheta.
Melo, identificado na investigação como Falcon 2, foi denunciado em março de 2024 por suposta colaboração no transporte de cocaína. O Ministério Público Federal (MPF) afirma que ele atuou em aviões particulares utilizados por João Carlos Camisa Nova Júnior, conhecido como Don Corleone, e Willian Barile Agati. A defesa de Melo argumentou que a suspensão de sua licença era excessiva, destacando que ele possui um emprego lícito e não há indícios atuais de práticas ilícitas.
Detalhes da Investigação
A denúncia do MPF revela que o grupo criminoso operou entre 2019 e 2024, utilizando o porto de Paranaguá e voos para o transporte de cocaína. Os receptores das drogas seriam mafiosos da Calábria. Conversas interceptadas indicam que Melo e Thiago Almeida Denz, conhecido como Comando, não apenas pilotavam, mas também escondiam a droga nas aeronaves. Em uma das conversas, foi mencionado que o piloto receberia R$ 800 mil por uma operação criminosa.
As investigações apontaram para uma complexa estrutura de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras significativas, aquisição de bens de luxo e conexões com o agenciamento de jogadores de futebol. A Operação Mafiusi foi deflagrada em dezembro de 2024, resultando em dez mandados de prisão e 35 mandados de busca e apreensão. O valor estimado dos bens apreendidos foi de R$ 126 milhões.
Entre na conversa da comunidade