Ricardo Teixeira, presidente da Câmara Municipal de São Paulo, afirmou que não tem um estilo autoritário na gestão. Desde que assumiu em janeiro de 2023, ele tem sido elogiado por sua forma conciliatória, mas também enfrenta críticas pela lentidão dos trabalhos. Em uma entrevista, Teixeira falou sobre a ideia de emendas impositivas, que foi descartada por medo de ser associada ao orçamento secreto. Ele ressaltou a importância de aproximar a população da Câmara, que agora abre aos domingos e realiza sessões em diferentes locais. Teixeira também destacou a confusão que existe sobre as responsabilidades dos vereadores em relação a áreas como saúde e transporte, que são geridas pelo prefeito. Além disso, ele defendeu uma discussão mais profunda sobre a regulamentação do mototáxi, alertando para os riscos de acidentes. Teixeira, que já ocupou várias funções na administração, reafirmou sua disposição para dialogar com diferentes grupos políticos, acreditando que a colaboração é fundamental para atender às necessidades da população.
Ricardo Teixeira (União), presidente da Câmara Municipal de São Paulo, afirmou que não possui “perfil de trator” na condução dos trabalhos legislativos. Desde sua eleição em janeiro de 2023, ele tem sido elogiado por sua abordagem conciliatória, mas também enfrenta críticas pela lentidão nas atividades da Casa. Em entrevista ao UOL, Teixeira defendeu a implementação de emendas impositivas, mas a proposta foi descartada devido ao receio de associação com o orçamento secreto.
Teixeira destacou a importância de aproximar a população da Câmara, afirmando que “a população precisa ficar mais perto da gente”. A Câmara, que passou a abrir suas portas aos domingos e a realizar sessões itinerantes, enfrenta críticas pela demora na definição de questões básicas. O presidente acredita que essa lentidão é reflexo de sua forma de conduzir os trabalhos, que prioriza o diálogo e o consenso.
O vereador propôs que os parlamentares possam destinar uma “pequena parte” do orçamento municipal por meio de emendas impositivas. No entanto, o receio de que essa prática fosse confundida com o orçamento secreto levou à desistência da ideia. Teixeira argumentou que essa abordagem permitiria um investimento mais direcionado às necessidades locais, em contraste com a visão mais ampla do prefeito.
Aproximação com a População
Teixeira também mencionou a necessidade de esclarecer o papel dos vereadores em relação a temas como saúde e transporte público, que são prioridades para os paulistanos. Ele ressaltou que a execução dessas áreas cabe ao prefeito, o que gera confusão na população sobre as responsabilidades de cada um. “A população sabe em quem votou para prefeito, sabe se o remédio está no hospital e se o ônibus está funcionando”, afirmou.
Além disso, o presidente se manifestou sobre a regulamentação do mototáxi na cidade, defendendo que a discussão deve ser mais aprofundada. Ele alertou para os riscos de acidentes e a necessidade de um regramento adequado, afirmando que “não concordo que uma empresa chegue aqui num dia e fale: a partir da manhã, tem mototáxi na cidade”.
Teixeira, que já ocupou diversas pastas na administração municipal, reafirmou sua disposição para o diálogo com diferentes grupos políticos. Ele acredita que a colaboração entre os vereadores é essencial para o funcionamento da Câmara e para atender às demandas da população.
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