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Auditoria confirma decisão de não imputar delegada do Governo em caso de riadas em Valencia

Auditoria confirma que a investigação sobre as riadas em Valencia foca em dois ex-altos funcionários, excluindo a delegada do Governo.

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A Audiencia de Valencia decidiu não acusar a delegada do Governo, Pilar Bernabé, em relação às inundações que mataram 228 pessoas em 29 de outubro. A juíza Nuria Ruiz Tobarra já havia tomado essa decisão, que foi confirmada pelo tribunal. A investigação continua focada em dois ex-altos funcionários: Salomé Pradas, exconselheira de Interior, e Emilio Argüeso, ex-secretário de Emergências, que foram demitidos após as enchentes. A Audiencia também rejeitou uma queixa contra Bernabé feita por uma associação de extrema direita e decidiu que não há base para investigar danos materiais. Além disso, a exigência de uma fiança de 6.000 euros para outra associação foi mantida, permitindo que cidadãos que sofreram danos materiais possam participar da acusação. O tribunal concluiu que não há evidências suficientes para responsabilizar Bernabé ou para considerar que houve omissão de socorro ou prevaricação administrativa.

A Audiencia de Valencia confirmou a decisão da juíza Nuria Ruiz Tobarra e rejeitou a imputação da delegada do Governo, Pilar Bernabé, na investigação sobre as riadas que causaram a morte de 228 pessoas em 29 de outubro. A investigação agora se concentra em dois ex-altos funcionários.

A decisão da Audiencia abrange quatro recursos de apelação, tanto de acusações quanto das defesas dos dois imputados. A juíza Ruiz Tobarra havia determinado que a responsabilidade pela gestão da emergência era colegiada, envolvendo a ex-conselheira de Interior, Salomé Pradas, e o ex-secretário autonômico de Emergências, Emilio Argüeso. Ambos foram destituídos pelo presidente da Generalitat, Carlos Mazón, um mês após as inundações.

A Audiencia também rejeitou a queixa da associação Hazte Oír contra Bernabé, alegando que os recorrentes não demonstraram sua posição de “garante” conforme o Código Penal. Além disso, a exclusão de danos materiais da investigação foi ratificada, pois não foram identificados elementos que justificassem a imputação.

A decisão da Audiencia destaca que a gestão da emergência foi realizada sob comando único, com Pradas à frente dos planos de proteção civil. A defesa de Pradas planeja recorrer ao Conselho Geral do Poder Judicial, alegando falta de imparcialidade na instrução. A investigação continua, mas sem novas imputações à delegada do Governo.

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