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Lupi retoma liderança do PDT e discute INSS e relação com governo Lula

PDT se reúne para definir futuro político, incluindo candidatura à Presidência em 2026 e fusões com outros partidos, após crise no INSS.

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O PDT vai se reunir para discutir sua posição em relação ao governo Lula e a crise no INSS. O encontro, que marca o retorno de Carlos Lupi ao comando do partido, acontecerá em Brasília. Um dos assuntos principais será a candidatura à Presidência em 2026, com Ciro Gomes sendo o nome mais forte. Lupi saiu do governo após um escândalo sobre descontos indevidos no INSS, o que fez o PDT se afastar da base governista na Câmara, mas ainda apoia o governo no Senado. A crise no INSS revelou um esquema de cobranças irregulares de R$ 6,3 bilhões. Durante a reunião, o partido também vai avaliar fusões com outras legendas para garantir uma bancada forte e evitar a cláusula de barreira. Ciro Gomes ainda não se manifestou sobre sua candidatura, mas a cúpula do PDT acredita que a polarização entre Lula e Bolsonaro pode dificultar o lançamento de um candidato próprio. Além disso, há discussões sobre a possibilidade de Ciro concorrer ao governo do Ceará. A reunião será importante para definir os próximos passos do PDT em um cenário político complicado.

BRASÍLIA – O PDT se reunirá nesta terça-feira, 20, para discutir sua posição em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a crise no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O encontro, que marca o retorno do ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi ao comando da sigla, ocorrerá na sede do partido em Brasília, às 14h.

A reunião contará com a presença de parlamentares, membros da executiva nacional e presidentes de diretórios estaduais. Um dos principais tópicos será a definição sobre a candidatura à Presidência em 2026, com Ciro Gomes como o nome mais forte. Lupi deixou o governo no dia 2 de outubro, após um escândalo envolvendo descontos indevidos no INSS, o que levou o PDT a se afastar da base governista na Câmara, embora mantenha apoio no Senado.

A crise do INSS, revelada pela Operação Sem Desconto, expôs um esquema de R$ 6,3 bilhões em cobranças irregulares entre 2019 e 2024. Lupi enfrentou críticas por sua omissão em relação às irregularidades, especialmente por ter indicado Alessandro Stefanutto, exonerado no dia da operação, para a presidência do INSS.

Futuro do PDT

Durante a reunião, os pedetistas também avaliarão a possibilidade de fusões com outros partidos, como PV, PSB, Solidariedade e Cidadania, para fortalecer a legenda. A principal preocupação é garantir uma bancada suficiente para atender à cláusula de barreira, evitando que o partido desapareça.

Ciro Gomes ainda não se manifestou sobre sua candidatura em 2026, mas a cúpula do PDT considera que a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro (PL) pode dificultar o lançamento de um candidato próprio. Caso a eleição ocorra de forma mais fragmentada, como com a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), as chances de um nome independente aumentariam.

Além disso, há discussões sobre a possibilidade de Ciro concorrer ao governo do Ceará, visando recuperar espaço perdido para o PT no Estado. A reunião de hoje será crucial para definir os próximos passos do PDT em um cenário político conturbado.

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