Três entidades do setor privado, a CNI, a CNF e a Abrasca, propuseram mudanças no PLP 108/2024, que regulamenta a reforma tributária e está em análise no Senado. Elas pedem a revisão das multas por descumprimento de obrigações acessórias, sugerindo que as penalidades sejam mais uniformes e proporcionais à gravidade da infração. Além disso, querem que erros sem intenção de fraude tenham multas menores e que condutas ilícitas sejam agrupadas em três categorias, ao invés das quase 30 atuais. As entidades também defendem a inclusão de representantes dos contribuintes em um comitê que vai cuidar das novas regras e a proibição de fiscalizações simultâneas por diferentes autoridades. A discussão sobre essas mudanças deve ocorrer na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Três entidades do setor privado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e a Abrasca, propuseram alterações no PLP 108/2024, que regulamenta a reforma tributária. O projeto, já aprovado na Câmara, está em análise no Senado.
As entidades solicitaram a revisão das multas por descumprimento de obrigações acessórias. A proposta inclui a uniformização das penalidades entre os novos tributos sobre bens e serviços, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Além disso, pedem uma melhor parametrização das multas, considerando a gravidade do ilícito e a conformidade do contribuinte.
Outro ponto levantado é a necessidade de redução das multas em casos de erro escusável ou quando o contribuinte seguir as orientações vigentes. As entidades também sugerem agrupar condutas ilícitas em três categorias, ao invés das quase 30 previstas atualmente no projeto.
Participação e Fiscalização
As entidades defendem a participação de representantes dos contribuintes no comitê de harmonização, responsável pela jurisprudência dos novos tributos. Além disso, pedem a vedação de fiscalizações simultâneas entre autoridades estaduais e municipais.
A discussão sobre as penalidades tem gerado preocupações entre especialistas e entidades empresariais. O Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) já havia sugerido a redução das condutas ilícitas de 37 para apenas cinco categorias. As propostas de emenda ao projeto estão sendo analisadas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com expectativa de um meio termo entre as administrações tributárias e os contribuintes.
Entre na conversa da comunidade