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Ken Ham defende a literalidade da Bíblia com o parque temático Arca de Noé em Kentucky

Ken Ham expande o criacionismo com novos projetos em Pigeon Forge e Branson, enquanto 1 em 3 americanos ainda acredita na Terra jovem.

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Ken Ham é um defensor do criacionismo e fundador do Answers in Genesis, que gerencia o Ark Encounter e o Creation Museum em Kentucky. Ele acredita que a história bíblica é verdadeira e que a Terra tem apenas 6.000 anos. Recentemente, pesquisas indicam que entre 1 em 6 e 1 em 3 americanos acreditam no criacionismo da Terra jovem. O Ark Encounter, uma réplica gigante da arca de Noé, foi inaugurado em 2016 e tem como objetivo mostrar que a história de Noé é viável. Ham critica o famoso julgamento de Scopes, onde o defensor da Bíblia, William Jennings Bryan, não conseguiu explicar bem sua posição. Ham quer apresentar respostas claras e defende que a história bíblica é verdadeira. Apesar da queda na porcentagem de pessoas que acreditam no criacionismo, ainda há um número significativo de americanos que o apoiam. Organizações científicas afirmam que é importante ensinar evolução e geologia da Terra antiga nas escolas. Recentemente, alguns legisladores tentaram reviver o ensino de teorias criacionistas nas escolas, o que preocupa educadores de ciências. O Creation Museum e o Ark Encounter atraem cerca de 1,5 milhão de visitantes por ano, e muitos deles buscam uma visão alternativa à evolução. Embora algumas denominações religiosas aceitem a evolução, muitas comunidades evangélicas ainda defendem a criação literal. A expansão dos projetos de Ham continua, com novas atrações planejadas em Pigeon Forge e Branson, visando promover suas crenças sobre a criação.

WILLIAMSTOWN, Ky. — O criacionista Ken Ham, fundador do Answers in Genesis, continua a promover a interpretação literal da Bíblia com o Ark Encounter, uma réplica da Arca de Noé. O parque, que se estende por um quilômetro e meio, apresenta exposições que defendem a viabilidade da história bíblica, desafiando a visão científica predominante sobre a evolução e a idade da Terra.

Pesquisas recentes indicam que entre um sexto e um terço dos americanos acreditam no criacionismo da Terra jovem. Um levantamento da Gallup em 2024 revelou que 37% dos adultos nos EUA concordam que “Deus criou os seres humanos praticamente em sua forma atual há cerca de 10 mil anos“. Apesar de uma leve queda em relação a décadas anteriores, esses números mostram que o criacionismo ainda possui um apoio significativo.

Ham critica a abordagem de William Jennings Bryan, que, embora tenha vencido o famoso julgamento Scopes em 1925, foi visto como derrotado na opinião pública. Para Ham, Bryan não defendeu a Bíblia de forma suficiente, interpretando-a de maneira metafórica. “Queremos que você saiba que temos respostas”, afirma Ham, que também dirige o Creation Museum, onde a narrativa bíblica é apresentada como um fato histórico.

Expansão do Movimento

O movimento de Ham está se expandindo com novos projetos planejados em Pigeon Forge e Branson, ambos destinos turísticos populares. O Ark Encounter e o Creation Museum atraem cerca de 1,5 milhão de visitantes anualmente, muitos dos quais buscam uma alternativa à educação pública que, segundo eles, é dominada pela teoria da evolução.

Enquanto isso, organizações científicas continuam a enfatizar a importância do ensino da evolução e da geologia da Terra antiga. A National Academy of Sciences considera a evolução um dos fatos científicos mais estabelecidos. No entanto, a luta entre criacionistas e defensores da ciência persiste, refletindo um conflito cultural que remonta ao julgamento de Scopes.

A crescente popularidade do criacionismo, especialmente entre grupos religiosos conservadores, levanta preocupações sobre a educação científica nos Estados Unidos. A luta por espaço nas escolas e a promoção de visões religiosas sobre a origem da vida continuam a ser temas controversos nas discussões educacionais contemporâneas.

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