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STF aceita denúncia e torna réus mais dez envolvidos em golpe histórico

STF amplia número de réus em caso de golpe de 2022, agora com 31 acusados, incluindo Jair Bolsonaro; PGR apresenta cinco crimes.

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A Primeira Turma do STF decidiu tornar mais dez pessoas réus por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022, que tinha como objetivo impedir a posse do presidente Lula. Com isso, o número total de réus chega a 31, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A maioria dos novos réus são militares, mas a denúncia contra dois deles foi rejeitada por falta de provas. Os acusados enfrentam cinco crimes, como tentativa de derrubar o Estado democrático de Direito e organização criminosa armada. O relator do caso, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino concordaram que não havia indícios suficientes para sustentar a acusação contra os coronéis Cleverson Magalhães e Nilton Diniz Rodrigues. As defesas dos réus poderão acessar as provas coletadas pela Polícia Federal, e a próxima fase do processo incluirá depoimentos de testemunhas e dos réus, onde a Procuradoria-Geral da República deverá apresentar as provas necessárias.

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta terça-feira (20), tornar réus mais dez acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022, que visava impedir a posse do presidente Lula. Com isso, o total de réus chega a 31, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A sessão analisou denúncias relacionadas a pressões exercidas por militares e outros agentes públicos para que se unissem ao plano golpista. Dentre os novos réus, a maioria é composta por militares, como coronéis e generais. No entanto, a denúncia contra dois deles foi rejeitada por falta de indícios suficientes, conforme avaliação dos ministros.

Os acusados enfrentam cinco crimes, incluindo tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e organização criminosa armada. O relator, Alexandre de Moraes, destacou que não havia indícios mínimos para sustentar a acusação contra os coronéis Cleverson Magalhães e Nilton Diniz Rodrigues. Flávio Dino, outro ministro, concordou com a fragilidade das provas apresentadas.

Detalhes do Processo

Os ministros rebateram as defesas que alegavam que a reunião de oficiais no final de 2022 era apenas uma confraternização. A análise inicial do STF se concentra em verificar se há indícios mínimos para a abertura de uma ação penal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá a responsabilidade de apresentar provas concretas durante a instrução do processo.

Com a decisão, as defesas dos réus poderão acessar todas as provas coletadas pela Polícia Federal. A Primeira Turma já analisou outros núcleos de acusados em diferentes datas, e a expectativa é que o julgamento do ex-presidente ocorra até o final do ano. A próxima fase do processo incluirá depoimentos de testemunhas e dos próprios réus, onde a PGR deverá comprovar as acusações.

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