O prefeito Eduardo Paes sancionou a lei que cria oficialmente o bairro Argentino, o 166º do Rio de Janeiro, após uma mobilização dos moradores que queriam se distanciar do estigma de violência e da falta de serviços da antiga área de Brás de Pina. O novo bairro, que abrange apenas quatro ruas e tem cerca de 515 famílias, enfrenta problemas como a recusa de motoristas de aplicativo e dificuldades em serviços de emergência. A criação do bairro é vista como uma forma de melhorar a percepção de segurança e aumentar a valorização imobiliária. A Associação de Moradores do Bairro Argentino, formada em 2022, liderou a luta pela oficialização, que foi aprovada pela Câmara Municipal em abril. Moradores acreditam que a nova designação pode mudar a forma como a região é vista, embora especialistas alertem que isso não resolve a exclusão territorial e a insegurança. A mudança pode impactar o valor dos imóveis e o cálculo do IPTU, já que a área é classificada como Zona Residencial Multifamiliar, o que limita seu uso. Se houver mudança no zoneamento, a valorização pode ser significativa, permitindo a instalação de comércios e serviços.
O prefeito Eduardo Paes sancionou nesta quarta-feira, 21 de setembro, a lei que cria oficialmente o bairro Argentino, o 166º do Rio de Janeiro. A nova designação é resultado de uma mobilização dos moradores que buscavam escapar do estigma de violência e da falta de serviços na área, anteriormente considerada parte de Brás de Pina.
O bairro Argentino, que abrange apenas quatro ruas, enfrenta desafios como a recusa de motoristas de aplicativo e dificuldades em serviços de emergência. A criação do novo bairro é vista como um passo importante para melhorar a percepção de segurança e a valorização imobiliária na região, que abriga cerca de 515 famílias. A nova divisão administrativa foi aprovada pela Câmara Municipal em abril e agora se concretiza com a sanção do prefeito.
Mobilização Local
A luta pela criação do bairro foi liderada pela Associação de Moradores do Bairro Argentino (Amba), que se formou em 2022. A vereadora Rosa Fernandes (PSD), autora do projeto, destacou que a oficialização do bairro devolve a autoestima aos moradores e facilita a prestação de serviços públicos, como a coleta de lixo.
Moradores relatam que a nova designação territorial pode mudar a forma como a região é vista. Iza Ferreira, pedagoga e residente local, afirmou que ter um novo bairro e um novo CEP pode alterar a percepção sobre a segurança da área. No entanto, especialistas alertam que a criação do bairro não elimina a exclusão territorial nem a insegurança provocada pela presença de facções criminosas.
Impacto Econômico
A oficialização do bairro Argentino pode ter reflexos diretos no valor dos imóveis e no cálculo do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana). O presidente da associação de moradores, Carlos Caju, acredita que a mudança de CEP trará vantagens no mercado imobiliário local. O professor de mestrado em Ciências Contábeis, Tiago Slavov, explica que a Lei de Zoneamento Urbano influencia diretamente o valor dos imóveis e do IPTU.
Atualmente, a área do novo bairro é classificada como Zona Residencial Multifamiliar (ZRM), limitando seu uso a habitação coletiva. Caso haja uma mudança no zoneamento, a valorização dos imóveis pode ser significativa, permitindo a instalação de comércios e serviços, o que elevaria o valor venal das propriedades.
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