A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que aumenta os salários dos servidores públicos, com 388 votos a favor e 43 contra. Agora, o projeto vai para o Senado e inclui a criação de novos cargos, o que terá um grande impacto no orçamento nos próximos anos. O texto original também falava sobre novas regras para a progressão de carreiras, mas isso será discutido em outro projeto. O relator, deputado Luiz Gastão, mencionou que a evolução dos servidores será tratada na Reforma Administrativa. A proposta é uma continuação de uma medida provisória do governo que já previa aumentos para categorias que fizeram greves. O reajuste será de 9% em 2023, sem aumento em 2024, e afetará tanto cargos efetivos quanto comissionados. Além disso, o projeto cria novas carreiras, como a de Desenvolvimento Socioeconômico e a de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa, e transforma cargos vagos em novos postos, incluindo 6 mil para analistas em educação e 4 mil para técnicos em educação, sem aumentar os gastos. O impacto financeiro será de R$ 17,9 bilhões em 2025, R$ 26,7 bilhões em 2026 e R$ 29,1 bilhões em 2027.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que prevê reajuste salarial para servidores públicos, com 388 votos a favor e 43 contra. A proposta agora segue para o Senado e inclui a criação de novos cargos, impactando significativamente o orçamento nos próximos anos.
O texto original também contemplava novas regras para a progressão de carreiras, mas esse tema será discutido separadamente em um novo projeto de lei. O relator, deputado Luiz Gastão, destacou que a questão do desenvolvimento do servidor deve ser abordada na Reforma Administrativa. A proposta retira manobras de obstrução que estavam previstas, como pedidos de adiamento da pauta.
A proposta consolida uma medida provisória do governo, publicada no ano passado, que já previa aumentos para categorias que realizaram greves. O projeto estabelece novos salários para 2025 e 2026, com um reajuste linear de 9% em 2023 e sem aumento em 2024. O reajuste abrange tanto cargos efetivos quanto comissionados.
Criação de Novos Cargos
Além do reajuste, o projeto prevê a criação de novos cargos, incluindo duas novas carreiras de nível superior: a Carreira de Desenvolvimento Socioeconômico e a Carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa. O governo afirma que essas novas funções visam a qualificação de áreas estatais.
A proposta também prevê a conversão de 14.989 cargos vagos em 15.670 novos postos, abrangendo funções efetivas e comissionadas. Entre as novas vagas, estão 6 mil cargos de analista em educação e 4 mil de técnico em educação, sem aumento de despesas.
O impacto orçamentário da proposta é significativo, com estimativas de R$ 17,9 bilhões em 2025, R$ 26,7 bilhões em 2026 e R$ 29,1 bilhões em 2027, conforme informações do governo e do relator.
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