Um esquema ilegal de barriga de aluguel em Changsha, na China, resultou na prisão de 18 pessoas e no resgate de nove mulheres, incluindo uma mulher surda e uma da minoria étnica Yi. A operação acontecia em uma clínica clandestina que tinha centro cirúrgico e leitos para procedimentos de fertilização. A prática de barriga de aluguel é proibida na China desde 2001, mas o país enfrenta um mercado clandestino aquecido. As mulheres resgatadas relataram que receberam até US$ 39 mil para gestar bebês de forma ilegal. O caso foi descoberto após um ativista anti-tráfico humano denunciar a situação à polícia. O Ministério da Saúde local fechou o local e os envolvidos enfrentarão processos legais. O caso gerou grande indignação nas redes sociais, com críticas à exploração de mulheres vulneráveis.
Um esquema ilegal de barriga de aluguel foi desmantelado em Changsha, na China, resultando na prisão de dezoito pessoas e no resgate de nove mulheres, incluindo uma mulher surda e uma da minoria étnica Yi. A operação, que funcionava em uma clínica clandestina, foi descoberta após denúncias de um ativista anti-tráfico humano.
As mulheres resgatadas relataram que receberam até US$ 39 mil (aproximadamente R$ 221 mil) para gestar bebês de forma ilegal. A clínica possuía um centro cirúrgico, laboratório e dezesseis leitos para procedimentos de fertilização. A prática de barriga de aluguel é proibida na China desde 2001, mas o país enfrenta um mercado clandestino aquecido, especialmente após a implementação da política do filho único.
O Ministério da Saúde local lacrou o imóvel e os envolvidos serão processados conforme as leis vigentes. O caso gerou grande indignação nas redes sociais, com críticas à exploração de mulheres vulneráveis. Comentários no Weibo, uma plataforma similar ao Twitter, destacaram a falta de humanidade dos responsáveis e pediram uma investigação rigorosa.
A exploração de mulheres em situações de vulnerabilidade é uma preocupação crescente na China. Apesar da proibição, muitos casais ricos recorrem a esse mercado clandestino, o que levanta questões sobre desigualdade social e direitos humanos. O governo chinês tem sinalizado preocupação com a situação, especialmente após casos de figuras públicas, como a atriz Zheng Shuang, que enfrentou críticas por abandonar filhos gerados por barriga de aluguel nos Estados Unidos.
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