O governo federal e o estado de São Paulo firmaram um acordo para subsidiar 100% dos imóveis para cerca de 800 famílias que serão removidas da favela do Moinho, em São Paulo. O presidente Lula participou pessoalmente das negociações, que envolveram vários ministérios e foram discutidas enquanto ele estava em viagem à China. O acordo foi anunciado após tensões entre os governos, especialmente após declarações críticas do vice-governador paulista. As famílias receberão imóveis avaliados em R$ 250 mil e um aumento no auxílio moradia, que passará de R$ 800 para R$ 1.200 por mês. O processo de reassentamento já havia começado, mas enfrentou confrontos entre moradores e a polícia. As negociações foram retomadas após um telefonema entre representantes dos dois governos, buscando uma solução para a situação. A expectativa é que os procedimentos para formalizar o acordo sejam concluídos em três semanas, permitindo que as famílias escolham novos imóveis.
O governo federal e o estado de São Paulo firmaram um acordo para subsidiar 100% dos imóveis para cerca de oitocentas famílias removidas da favela do Moinho, localizada na capital paulista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou diretamente das negociações, que foram autorizadas enquanto ele estava em viagem à China. O acerto foi anunciado na última quinta-feira, dia quinze de maio.
O acordo prevê a construção de imóveis avaliados em R$ 250 mil cada, com um aumento no auxílio-moradia de R$ 800 para R$ 1.200 mensais para as famílias que deixarem a comunidade antes de receberem suas novas residências. A parceria foi celebrada após um período de tensões entre os governos, exacerbadas por declarações do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), que criticou a postura do governo federal.
Tensão nas Negociações
As negociações enfrentaram dificuldades, especialmente após a suspensão das discussões sobre a cessão do terreno da favela para o estado. A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) havia mudado sua posição após relatos de ações policiais contra moradores. O diálogo foi retomado após uma conversa entre o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo (PT), e o secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD).
A equipe do ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), também trabalhou em uma proposta de auxílio para a compra de imóveis, similar àquela utilizada para apoiar famílias afetadas por enchentes no Rio Grande do Sul. O governo Lula demonstrou determinação em encontrar uma solução para a situação da favela do Moinho.
Avanços e Expectativas
As procuradorias dos governos federal e paulista estão agora formalizando os termos do acordo. A expectativa é que os procedimentos sejam concluídos em cerca de três semanas. Enquanto isso, as famílias que optarem pelo reassentamento podem continuar escolhendo os imóveis para os quais desejam se mudar. O processo de reassentamento é coordenado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do estado de São Paulo.
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