O vice-governador Thiago Pampolha foi escolhido para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e sua indicação foi aprovada pela Assembleia Legislativa com 57 votos a favor. Pampolha vai deixar o cargo de vice para assumir a nova função, onde será presidente a partir de 2027. Essa mudança é parte de uma estratégia política para ajudar Rodrigo Bacellar na corrida pelo governo em 2026. Os votos contra vieram do PSOL, enquanto outros partidos se abstiveram, reconhecendo as qualidades de Pampolha. O governador Cláudio Castro afirmou que Bacellar é o melhor nome para dar continuidade ao seu trabalho. Pampolha terá um salário de cerca de R$ 40 mil por mês e seu cargo é vitalício. A mudança no TCE pode facilitar um diálogo melhor entre o tribunal e os municípios. A situação política no estado está mudando, especialmente com a aproximação das eleições de 2026, já que o governador deve se afastar em abril para concorrer ao Senado.
O plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou, nesta quarta-feira (21), a indicação do vice-governador Thiago Pampolha (MDB) como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A votação resultou em 57 votos a favor, 5 contrários e 7 abstenções. A manobra política visa fortalecer a posição de Rodrigo Bacellar (União Brasil) na corrida pelo governo em 2026.
A aprovação da indicação de Pampolha altera a linha sucessória do governador Cláudio Castro (PL). Os votos contrários vieram exclusivamente dos deputados do PSOL, enquanto PT, PSB e PC do B se abstiveram, reconhecendo as qualidades do novo conselheiro. O líder do PSOL, Yuri Moura, defendeu que a oposição não é contra Pampolha, mas sim contra a prática de indicar o próprio vice para o TCE.
A estratégia de afastar Pampolha do governo é clara: com sua saída, Bacellar se torna o próximo na linha sucessória, o que pode facilitar sua candidatura. O governador Cláudio Castro reconheceu a natureza política da indicação, afirmando que Bacellar é o nome mais adequado para dar continuidade ao seu trabalho.
Implicações para o Futuro
Pampolha, que assume a presidência do TCE em 2027, renunciará ao cargo de vice-governador para assumir a nova função. O conselheiro terá um salário de cerca de R$ 40 mil mensais e seu cargo é vitalício. A mudança no TCE também é vista como uma oportunidade para um diálogo mais próximo entre o tribunal e os municípios, segundo o deputado Fred Pacheco (PMN).
A aprovação da indicação de Pampolha sinaliza um cenário político em transformação no estado, com desdobramentos significativos para as eleições de 2026. O governador deve se desincompatibilizar em abril para concorrer ao Senado, o que intensifica a corrida eleitoral e as articulações políticas entre os grupos envolvidos.
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