O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou uma nova medida chamada “reparação histórica”, que busca legalizar US$ 214 bilhões que estão fora do sistema financeiro, muitos guardados em casa. Essa ação reduz a fiscalização da Receita Federal e é direcionada principalmente à classe média e média alta, que enfrentaram dificuldades devido ao ajuste fiscal rigoroso. A popularidade de Milei caiu cerca de dez pontos percentuais, com sua imagem positiva variando entre 40% e 48%. O governo pretende estimular o consumo e manter a inflação baixa, o que pode ajudar a recuperar apoio nas próximas eleições legislativas. A medida facilita operações financeiras, permitindo transferências e saques sem controle fiscal, o que pode trazer esses recursos de volta ao mercado. As eleições de 26 de outubro são importantes para Milei, pois um bom resultado pode garantir uma proteção legislativa contra pedidos de impeachment.
Como esperado, o governo do presidente argentino, Javier Milei, anunciou nesta quinta-feira a medida chamada de “reparação histórica”. O objetivo é convencer os cidadãos a legalizarem cerca de US$ 214 bilhões que estão fora do sistema financeiro, muitos deles guardados em casa. O pacote de medidas reduz a fiscalização da ARCA, a Receita Federal argentina, e visa principalmente a classe média e média alta, que sofreram com o ajuste fiscal rigoroso.
A popularidade de Milei caiu cerca de dez pontos percentuais nas pesquisas, com sua imagem positiva variando entre 40% e 48%. No final do ano passado, esse percentual era de 54%. O ajuste fiscal, pilar de seu governo, teve um custo elevado, mas Milei ainda é o político mais popular em um cenário onde a oposição está desorientada. O partido governista, A Liberdade Avança, teve um bom desempenho nas eleições na capital, evidenciando a crise do partido de Mauricio Macri.
Medidas e Impacto
O plano de Milei busca “blindar as economias dos argentinos” de governos que, segundo ele, os perseguiram. O porta-voz do governo, Manuel Adorni, afirmou que a medida é uma forma de devolver aos cidadãos o que é deles, enfatizando que “o que é seu, é seu, e não é do Estado”. O governo pretende estimular o consumo e manter a inflação baixa, fatores que podem atrair votos nas próximas eleições legislativas.
Historicamente, os argentinos têm uma relação com o dólar, utilizando-o como forma de proteção em tempos de crise. Com o aumento das tarifas de serviços e planos de saúde, muitos têm recorrido aos dólares guardados em casa. A nova medida simplifica operações financeiras, permitindo transferências e saques sem controle fiscal, o que pode injetar esses recursos no mercado interno.
Desdobramentos Futuros
Milei enfrenta o desafio de recuperar o apoio da classe média e média alta, essenciais para seu futuro político. As eleições legislativas de 26 de outubro são cruciais, pois, embora não consiga uma maioria, um bom resultado pode garantir um “escudo legislativo” que o proteja de pedidos de impeachment. A medida da “reparação histórica” é uma tentativa de reverter a insatisfação e consolidar sua base de apoio em um país onde o Estado é frequentemente visto como um adversário.
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