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Mulheres negras da periferia de São Paulo resistem à violência e criam redes de apoio

Cerca de 68% dos homicídios femininos em 2023 no Brasil foram contra mulheres negras. Estudo investiga suas estratégias de resistência.

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A violência no Brasil afeta mais os grupos minorizados, especialmente pessoas negras, que têm 2,7 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio do que pessoas não negras. Em 2023, 68,2% dos homicídios de mulheres foram contra mulheres negras. Isso mostra a necessidade de entender como as mulheres negras nas periferias de São Paulo resistem e sobrevivem a diferentes formas de violência. A pesquisa busca explorar as estratégias que essas mulheres usam para enfrentar a violência física, mental e simbólica, além de como elas transformam suas experiências em novas conexões e símbolos coletivos.

A violência no Brasil continua a afetar desproporcionalmente grupos minorizados. Em 2023, 68,2% dos homicídios femininos foram cometidos contra mulheres negras, segundo dados do Atlas da Violência. Este cenário destaca a urgência de investigar as estratégias de resistência e sobrevivência de redes de mulheres negras nas periferias de São Paulo.

A pesquisa revela que, em 2023, uma pessoa negra tinha 2,7 vezes mais chances de ser vítima de homicídio em comparação a uma pessoa não negra. O foco na intersecção entre raça, gênero e localidade evidencia a vulnerabilidade dessas mulheres, que enfrentam diversas formas de violência física, mental e simbólica.

Redes de Resistência

As mulheres negras nas periferias de São Paulo têm desenvolvido estratégias coletivas para enfrentar a violência. Essas redes se organizam para criar espaços de apoio e solidariedade, transformando suas experiências em ações de resistência. A pesquisa busca entender como essas mulheres constroem novos símbolos e conexões em meio à adversidade.

Além disso, a análise das experiências dessas mulheres pode contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes. A necessidade de um olhar atento para as especificidades da violência de gênero e racial é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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