A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu 15 pessoas, incluindo gerentes e ex-gerentes de bancos, por fraudes em empréstimos que causaram um prejuízo de mais de R$ 20 milhões. Os suspeitos são acusados de crimes como organização criminosa e estelionato. Os gerentes usavam dados de clientes com bom histórico financeiro para abrir contas fraudulentas, com documentos falsificados. Os empréstimos eram feitos em nome de clientes falsos, que sacavam o dinheiro e dividiam com o grupo. A Justiça bloqueou 97 contas e a polícia apreendeu documentos e equipamentos em várias localidades. Os bancos envolvidos estão colaborando com as investigações e condenam as ações dos funcionários.
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu quinze suspeitos de fraudes bancárias, incluindo gerentes e ex-gerentes de bancos. A operação ocorreu na quinta-feira, 22 de maio, e resultou em um prejuízo superior a R$ 20 milhões. A Justiça bloqueou noventa e sete contas e apreendeu documentos e equipamentos.
Os gerentes identificavam clientes com bom histórico financeiro e repassavam seus dados para um organizador da fraude. Este contratava falsificadores para criar documentos fraudulentos, utilizando nomes e fotos de clientes. Com os documentos, os gerentes abriam contas que eram usadas para realizar empréstimos. Os clientes falsos sacavam o dinheiro, que era dividido entre os envolvidos, deixando as vítimas com os nomes sujos.
Um dos gerentes presos revelou que, em apenas quatro meses, abriu quarenta contas e recebia uma comissão de 10% por cada uma. A quadrilha utilizou dados de pelo menos cem clientes. A operação resultou em apreensões em escritórios e residências em várias localidades de Minas Gerais.
Reações dos Bancos
O Banco do Brasil apoiou a operação, mas não divulgou detalhes para não comprometer as investigações. O Santander afirmou ter sistemas eficazes para detectar desvios de conduta, enquanto o Itaú Unibanco repudiou comportamentos antiéticos e reforçou seu apoio às autoridades. A Federação Brasileira de Bancos também manifestou repúdio ao envolvimento de funcionários em atividades criminosas, destacando a colaboração com as forças policiais para identificar e punir os responsáveis.
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