Duas moradoras idosas de um condomínio em Fortaleza estão resistindo à demolição do prédio onde vivem há décadas, enquanto a construtora Reata Engenharia planeja construir um novo edifício no local. As mulheres, de 78 e 84 anos, rejeitaram a proposta de indenização da empresa, alegando que se sentem pressionadas e inseguras quanto ao contrato. A maioria dos moradores aceitou a oferta, que inclui um valor mensal para aluguel, mas as idosas consideram a quantia oferecida muito baixa e questionam a confiabilidade da construtora. Elas afirmam que não querem sair de suas casas e temem as consequências de morar de aluguel. O advogado delas afirma que a demolição não pode ocorrer sem a concordância de todos os condôminos e que as moradoras estão sendo constrangidas. A construtora diz que está disposta a negociar e que já tem laudos técnicos sobre a estrutura do prédio, mas um engenheiro contratado pelas moradoras defende que não há risco iminente. A situação gerou uma disputa legal, com o Ministério Público avaliando se houve violação dos direitos das idosas.
Duas moradoras idosas de um condomínio no bairro Meireles, em Fortaleza, resistem à demolição de seu prédio, onde vivem há décadas. A construtora Reata Engenharia planeja um novo empreendimento no local, mas as mulheres rejeitam a proposta de indenização, alegando coação e insegurança jurídica.
As moradoras, de 78 e 84 anos, optaram por não assinar o contrato que oferecia R$ 450 mil, considerando o valor abaixo do mercado. A maioria dos condôminos aceitou a proposta, que inclui auxílio de R$ 2.500 mensais para aluguel até a entrega do novo edifício de 21 andares. Elas afirmam estar dispostas a negociar, mas não confiam na construtora.
A filha de uma das moradoras, Areti Balidas, denuncia pressão sobre as idosas. O advogado Stênio Gonçalves afirma que a demolição não pode ocorrer sem a concordância de todos os condôminos, conforme o Código Civil. Ele já acionou o Ministério Público do Ceará para investigar possíveis crimes relacionados ao Estatuto do Idoso.
A Reata Engenharia, por sua vez, defende que o projeto foi sugerido por moradores e que há espaço para negociação. A empresa nega coação e afirma que tem laudos técnicos que indicam comprometimento estrutural nos blocos antigos. No entanto, um engenheiro contratado pelas moradoras discorda, afirmando que os imóveis podem ser reformados.
A síndica do condomínio, Renata Maia, que aceitou a proposta e já deixou o local, afirma que não houve coação. Enquanto isso, as moradoras continuam a enfrentar dificuldades e se sentem pressionadas em sua decisão. A situação permanece tensa, com a construtora buscando liberar os blocos onde vivem as idosas para iniciar a obra.
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