Sebastião Salgado, um famoso fotógrafo brasileiro, registrou em 17 de abril de 1996 uma marcha de 12 mil trabalhadores sem-terra no Paraná, que lutavam por reforma agrária. Eles caminharam por quase cinco horas, percorrendo 22 quilômetros até a Fazenda Giacomet Marodin, que ocupava terras públicas. Ao chegarem, o clima era tenso devido à presença de jagunços, mas um camponês quebrou o cadeado da fazenda e levantou sua foice em sinal de vitória, um momento que se tornaria icônico na carreira de Salgado. Esse dia também ficou marcado pelo Massacre de Eldorado do Carajás, onde 19 sem-terra foram mortos pela polícia no Pará. Salgado chegou a fotografar os corpos antes do enterro coletivo. Ele descreveu a marcha como um momento impressionante, onde as esperanças dos camponeses se uniram em um grito por reforma agrária.
Sebastião Salgado registrou um momento marcante em 17 de abril de 1996, quando doze mil sem-terra marcharam em direção à Fazenda Giacomet Marodin, no Paraná. O evento simbolizava a luta pela reforma agrária e ocorreu em um contexto de tensões sociais no Brasil.
Os trabalhadores, que enfrentaram o frio e o cansaço, percorreram vinte e dois quilômetros em quase cinco horas. A fazenda ocupava oitenta e três mil hectares de terras griladas, representando um dos muitos latifúndios do estado. Ao amanhecer, os sem-terra chegaram à porteira da propriedade, onde a apreensão era palpável devido à presença de jagunços.
Salgado, com sua câmera, capturou o momento em que um camponês quebrou o cadeado da fazenda e ergueu sua foice em sinal de vitória. Essa imagem se tornaria uma das mais icônicas da carreira do fotógrafo, que faleceu recentemente aos oitenta e um anos. O mesmo dia também ficou marcado pelo Massacre de Eldorado do Carajás, onde dezenove sem-terra foram mortos pela polícia no Pará.
Registro Histórico
O fotógrafo descreveu a marcha em seu livro “Terra” (1997), destacando a força e a determinação dos camponeses. Ele observou que a coluna de sem-terra avançava em silêncio, com o som apenas dos passos e da respiração. Salgado enfatizou que, se corretamente utilizados, os hectares da fazenda poderiam proporcionar uma vida digna para as famílias que marchavam.
Ao chegarem à fazenda, a neblina da madrugada começou a se dissipar, revelando a determinação dos trabalhadores. As crianças e mulheres foram afastadas para o fundo, enquanto os homens se posicionaram na linha de frente, prontos para um possível confronto. Sem resistência, a porteira foi aberta, e os camponeses entraram, levantando suas ferramentas e bandeiras.
O grito de “Reforma Agrária, uma luta de todos!” ecoou na luz do novo dia, simbolizando a esperança e a luta contínua por justiça social no Brasil.
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