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Vice-governador projeta prazo de seis meses para acabar com a Cracolândia em SP

Cracolândia pode estar "acabada" em seis meses, afirma vice-governador de SP, com 1,2 mil usuários internados e operações em andamento.

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O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth, acredita que a Cracolândia pode ser considerada “acabada” em seis meses. Ele informou que cerca de 1,2 mil usuários de drogas estão internados e que ações contra estabelecimentos que ajudam o tráfico estão em andamento. Ramuth destacou que não haverá abordagens violentas e que a operação se concentra em fechar comércios que colaboram com o tráfico. Ele também mencionou que, embora muitos usuários estejam sendo atendidos, a situação ainda requer atenção, pois a concentração de usuários pode se repetir se não houver acompanhamento. O governo está focado em acabar com o uso e a venda de drogas em áreas públicas, mas não quer apressar a declaração de que a Cracolândia acabou.

O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth, afirmou que a Cracolândia pode ser considerada “acabada” em seis meses. Em entrevista ao Estadão, ele destacou que cerca de 1,2 mil usuários estão internados e que operações contra estabelecimentos que colaboram com o tráfico estão em andamento.

Ramuth, indicado pelo governador Tarcísio Freitas, mostrou cautela ao falar sobre o esvaziamento definitivo da área. Ele ressaltou que a maioria dos usuários está em tratamento, com um total de 22 mil atendidos pelo hub de cuidados na região central. O vice-governador negou alegações de abordagens violentas por parte dos agentes de segurança e afirmou que as operações policiais já resultaram na prisão de mil criminosos.

Ações em Andamento

As próximas etapas da operação conjunta com a Prefeitura de São Paulo focarão em estabelecimentos comerciais que, segundo investigações, colaboram com o tráfico. Ramuth mencionou que foram realizadas 50 operações policiais na área e que a Polícia Militar está orientada a inibir o uso de drogas a céu aberto.

O vice-governador também comentou sobre a identificação de 32 mil pessoas em situação de rua na cidade, das quais 12.851 estão na região central. Ele enfatizou que a dispersão da Cracolândia não deve ser confundida com o aumento de usuários em outras áreas.

Expectativas Futuras

Ramuth afirmou que não se deve decretar o fim da Cracolândia antes do prazo estipulado. Ele alertou que, se um número significativo de usuários receber alta médica, pode haver uma nova aglomeração. O vice-governador destacou que a jornada de cuidados não termina com a alta hospitalar e que o objetivo é acabar com a cena de uso e venda de drogas no centro da cidade.

As operações de fechamento de comércios ligados ao tráfico continuam, com três estabelecimentos lacrados e duas prisões realizadas recentemente. Ramuth reafirmou que o governo não permitirá a comercialização de drogas em áreas públicas e que a luta contra o tráfico é uma prioridade.

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