Durante o 4.º Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, falou sobre a importância de combater a mentira e sugeriu uma “revolução da simplicidade” na comunicação do Judiciário. Ele destacou que, atualmente, as pessoas criam suas próprias narrativas, o que torna a mentira uma estratégia política. Barroso defendeu uma comunicação mais clara e direta, mencionando a aprovação do Pacto pela Linguagem Simples. Ele também comentou que o crescimento das plataformas digitais trouxe desafios, como a disseminação de desinformação e discursos de ódio. O ministro Edson Fachin, que também participou do encontro, ressaltou a necessidade de uma comunicação ética e acessível para proteger a democracia, enfatizando que ouvir é tão importante quanto comunicar. Ele pediu uma postura mais ativa e transparente do Judiciário, afirmando que comunicar com responsabilidade ajuda a garantir que a justiça seja compreendida.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luís Roberto Barroso, afirmou que é necessário combater a mentira durante o 4.º Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, realizado em Brasília. O evento, que ocorre até esta sexta-feira, 23, visa discutir a comunicação institucional em um contexto de desinformação crescente.
Barroso destacou que a mentira se tornou uma estratégia política em um mundo onde cada grupo cria suas próprias narrativas. Ele enfatizou que o Judiciário, por lidar com questões centrais da sociedade, tem sido alvo de críticas. Para enfrentar essa situação, Barroso propôs uma “revolução da simplicidade” na comunicação, com o uso de uma linguagem mais clara e acessível.
O ministro também mencionou os impactos das plataformas digitais, que incluem a circulação irrestrita de informações e a segmentação social em “tribos”. Ele alertou que, embora o acesso ao debate público tenha se tornado mais democrático, isso facilitou a propagação de desinformação e discursos de ódio. Barroso ressaltou que os fatos objetivos precisam ser compartilhados, destacando o papel da imprensa nesse processo.
Comunicação Ética e Acessível
O ministro Edson Fachin, presente no encontro, reforçou a importância de uma comunicação pública ética, nítida e acessível para a preservação da democracia. Ele destacou que a era digital traz desafios como a manipulação informativa. Fachin defendeu uma abordagem mais empática e interativa, afirmando que “a qualidade da comunicação é simétrica à qualificação da escuta”.
Fachin também pediu uma postura institucional mais ativa e transparente, ressaltando que “a comunicação do Judiciário é, antes de tudo, um ato de justiça”. Ele concluiu que, ao comunicar com responsabilidade, é possível garantir que a justiça seja percebida e compreendida pela sociedade.
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