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Bolsonaro desconsidera aviso de prisão e enfrenta consequências legais iminentes

Ex-comandante da Aeronáutica revela que militares alertaram Bolsonaro sobre consequências legais de ações golpistas após as eleições de 2022.

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Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica, depôs ao Supremo Tribunal Federal sobre reuniões com Jair Bolsonaro após as eleições de 2022. Durante cinco encontros em novembro, os chefes militares alertaram Bolsonaro sobre as consequências legais de ações golpistas. As reuniões aconteceram em um clima tenso, com Bolsonaro buscando formas de permanecer no cargo, como a decretação de Garantia da Lei e da Ordem e o estado de defesa. Baptista Júnior contou que o comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, chegou a ameaçar prender Bolsonaro se ele seguisse com planos golpistas. No primeiro encontro, Bolsonaro perguntou se havia como contestar o resultado eleitoral, mas os militares disseram que não havia indícios de fraude. Em reuniões seguintes, Bolsonaro considerou medidas extremas, como a prisão do ministro Alexandre de Moraes. Os militares estavam preocupados com o uso das Forças Armadas para ações de exceção. Baptista Júnior rejeitou as alternativas de Bolsonaro, afirmando que ele não seria presidente a partir de 1º de janeiro de 2023. Hoje, Bolsonaro enfrenta acusações no STF por tentativa de golpe e outros crimes, com penas que podem chegar a 40 anos de prisão, e o julgamento deve ser encerrado ainda este ano.

O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, depôs ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre reuniões com Jair Bolsonaro após as eleições de 2022. Durante cinco encontros em novembro, os chefes militares alertaram o ex-presidente sobre as consequências legais de ações golpistas.

As reuniões ocorreram em um clima de tensão crescente, onde Bolsonaro buscava alternativas para permanecer no cargo, incluindo a decretação de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e o estado de defesa. Baptista Júnior relatou que o comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, chegou a ameaçar prender Bolsonaro caso ele prosseguisse com planos golpistas.

No primeiro encontro, realizado em 1º de novembro, Bolsonaro questionou se havia espaço para contestar o resultado eleitoral. Os militares, no entanto, informaram que não havia indícios de fraude. Em reuniões subsequentes, o ex-presidente começou a considerar medidas extremas, como a prisão do ministro Alexandre de Moraes.

Os chefes militares expressaram preocupação ao perceber que as Forças Armadas estavam sendo instrumentalizadas para ações de exceção. Baptista Júnior rejeitou qualquer alternativa apresentada por Bolsonaro, afirmando que ele não seria presidente a partir de 1º de janeiro de 2023.

Dois anos e meio depois, Bolsonaro enfrenta acusações no STF por tentativa de golpe e outros crimes, com penas que podem chegar a 40 anos de prisão. O julgamento deve ser encerrado ainda este ano, evidenciando que os alertas feitos pelos militares não foram suficientes para deter as intenções do ex-presidente.

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