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Câmara de SP aprova alteração na Lei Cidade Limpa para permitir mais publicidade

Câmara Municipal de São Paulo avança na flexibilização da Lei Cidade Limpa, permitindo anúncios em locais antes restritos e outdoors maiores.

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A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto que muda a Lei Cidade Limpa, que foi criada em 2006 para diminuir a poluição visual. O projeto, do vereador Rubinho Nunes, permite outdoors maiores e anúncios em lugares que antes eram proibidos, como parklets e áreas perto de patrimônios culturais. A proposta foi aprovada simbolicamente e ainda precisa de uma segunda votação. Alguns vereadores, como Renata Falzoni e Janaína Paschoal, criticaram a mudança, dizendo que ela prejudica a lei original e favorece interesses privados. A nova regra também permite que anúncios cubram até 70% de monumentos importantes, como o Theatro Municipal e a Catedral da Sé. Rubinho Nunes argumenta que a mudança vai modernizar a legislação e atrair investimentos, citando exemplos de cidades como Nova York e Tóquio.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, um projeto que flexibiliza a Lei Cidade Limpa, sancionada em 2006 para combater a poluição visual. A proposta, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), permite outdoors maiores e anúncios em locais antes proibidos, como parklets e áreas próximas a patrimônios culturais.

O texto foi aprovado de forma simbólica na última quarta-feira e ainda precisa passar por uma segunda votação. A proposta recebeu resistência das bancadas do PT, PSOL e de alguns vereadores, como Renata Falzoni (PSB) e Janaína Paschoal (PP). Uma das mudanças mais controversas permite que anúncios cubram até 70% de monumentos como o Theatro Municipal e a Catedral da Sé.

Além disso, a proposta autoriza a instalação de placas de anúncio em parklets e em totens de carregamento de carros elétricos. O projeto também altera as regras sobre o tamanho dos anúncios em imóveis, aumentando os limites de área permitida. Atualmente, a lei limita a um anúncio indicativo por imóvel, mas a nova proposta não estabelece um limite máximo.

Rubinho Nunes defende que a flexibilização é uma “modernização” da legislação, prometendo atrair investimentos e gerar empregos. Ele cita exemplos de cidades como Nova York e Tóquio, que se beneficiam de publicidade visual em suas paisagens urbanas.

Por outro lado, críticos como Renata Falzoni e Janaína Paschoal consideram a proposta um retrocesso, afirmando que desfigura a Lei Cidade Limpa e prioriza interesses privados em detrimento do bem-estar da população. O vereador Dheison (PT) também criticou a proposta, ressaltando que a lei atual é fundamental para a cidade.

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