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Bernardo Arévalo promete combater corrupção e fortalecer democracia em Guatemala

Bernardo Arévalo enfrenta resistência de elites e promete combater corrupção na Guatemala, enquanto planeja mudanças na justiça.

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Bernardo Arévalo, presidente da Guatemala, afirmou que, apesar da pressão de grupos de poder que tentam atrapalhar seu governo, ele vai cumprir sua promessa de combater a corrupção e a impunidade. Em entrevista, ele reconheceu que a Procuradoria, sob o comando da fiscal Consuelo Porras, é uma das principais oposições ao seu trabalho, mas garantiu que vai seguir com suas reformas. Arévalo, que tomou posse em janeiro de 2024 após vencer as eleições em agosto de 2023, disse que planeja nomear um novo fiscal geral e fortalecer as instituições democráticas. Ele destacou que a luta contra a corrupção é um esforço coletivo e que a população tem um papel importante nesse processo. O presidente também mencionou que enfrenta desafios significativos, como a desconfiança nas instituições e a resistência de elites políticas. Ele se comprometeu a trabalhar para recuperar a justiça no país e garantir que pessoas íntegras assumam cargos importantes, como o da Procuradoria. Arévalo está ciente de que seu governo é frágil, já que seu partido tem poucos representantes no Congresso, o que dificulta a aprovação de suas propostas. Ele denunciou ameaças à sua vida e reafirmou que sua luta é por um governo ético e pela recuperação das instituições democráticas.

O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, reafirmou seu compromisso em combater a corrupção e a impunidade em uma entrevista no Festival Centroamérica Cuenta. Ele enfrenta resistência de poderes fáticos e da fiscal Consuelo Porras, que controla a Justiça no país. Arévalo classificou essa situação como um “golpismo enquistado”.

Durante a conversa, o presidente destacou que o Ministério Público é um dos principais obstáculos à democracia. Ele afirmou: “Vou culminar meu mandato” e prometeu nomear um novo fiscal geral. Arévalo reconheceu que a situação política é complexa e que elites esperam que ele cometa erros que possam levar à sua destituição.

Arévalo, que assumiu a presidência em janeiro de 2024 após vencer as eleições de agosto de 2023, enfrentou tentativas de desestabilização, incluindo alegações de irregularidades na inscrição de seu partido, Semilla. A Corte de Constitucionalidade garantiu sua posse, apesar das pressões.

Desafios e Estratégias

O presidente admitiu que a situação das instituições é mais grave do que imaginava. Ele disse que a falta de expectativas da população é resultado de um cinismo político. Arévalo também se comprometeu a fortalecer as instituições democráticas, mesmo diante de ameaças e agressões.

Sobre a fiscal Porras, Arévalo afirmou que tem a capacidade institucional para destituí-la, mas optou por seguir os trâmites legais até o fim de seu mandato. Ele enfatizou que a recuperação das instituições é mais importante do que sua própria administração.

Arévalo enfrenta um cenário político difícil, com seu partido tendo apenas 23 dos 160 assentos no Congresso. Ele denunciou um suposto plano para atentados contra sua vida e reafirmou a importância de governar com ética, buscando resgatar a função pública como um dever de serviço.

O presidente também pretende implementar uma reforma ampla do sistema de justiça, visando evitar injustiças como a condenação do jornalista José Rubén Zamora, que é considerado um caso de perseguição política. Arévalo se comprometeu a garantir a liberdade de Zamora e a restaurar a justiça no país.

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