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Lei que prioriza atendimento a mulheres vítimas de violência no Sine ainda não foi implementada

Lei que reserva 10% das vagas do Sine para mulheres vítimas de violência ainda não foi implementada, gerando pressão por sua efetivação.

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Em abril de 2023, foi sancionada a Lei 14.542, que reserva 10% das vagas do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para mulheres que sofrem violência doméstica. Essa lei ainda não está em vigor, e especialistas e políticos estão pedindo sua implementação, ressaltando a importância da autonomia financeira para essas mulheres, especialmente aquelas que vivem em abrigos. A lei visa dar prioridade no atendimento pelo Sine a essas mulheres, e se as vagas não forem preenchidas, elas ficam disponíveis para o público geral. Uma pesquisa mostrou que mais de um terço das mulheres no Brasil enfrentaram agressões nos últimos 12 meses, e muitos relatos indicam que os agressores são parceiros íntimos. A falta de autonomia financeira é uma preocupação, e a medida poderia ajudar mulheres em situação vulnerável a se reerguerem. O deputado Alberto Neto, autor do projeto, tem cobrado a implementação da lei junto ao governo, enquanto a vice-presidente do Instituto Maria da Penha destaca a necessidade de ações governamentais para apoiar essas vítimas.

A Lei 14.542, sancionada em abril de 2023, reserva 10% das vagas do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para mulheres em situação de violência doméstica. A medida visa priorizar o atendimento e a intermediação desse público vulnerável. No entanto, a lei ainda não está em vigor, gerando críticas de especialistas e políticos sobre a necessidade de sua implementação.

A lei, que altera a regulamentação do Sine, estabelece que as mulheres vítimas de violência terão prioridade no atendimento. Caso as vagas não sejam preenchidas, elas serão disponibilizadas ao público em geral. O Ministério do Trabalho e Emprego informou que há discussões em andamento com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para integrar bases de dados e facilitar a identificação dessas mulheres.

Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelou que mais de um terço das mulheres brasileiras sofreu algum tipo de agressão nos últimos doze meses. Em muitos casos, os agressores são cônjuges ou companheiros, e os ataques ocorrem predominantemente em casa. A falta de autonomia financeira é um fator crítico, com 17,1% das mulheres relatando que foram desencorajadas a trabalhar ou estudar por seus parceiros.

Cobranças pela Implementação

O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), autor da lei, tem pressionado o governo pela sua implementação. Ele destaca a importância da medida para ajudar as mulheres a se libertarem de situações de violência. A vice-presidente do Instituto Maria da Penha, Regina Célia, também enfatiza a relevância da autonomia financeira, especialmente para aquelas que residem em abrigos com filhos.

A expectativa é que a implementação da lei possa oferecer um caminho para a recuperação e a independência financeira das mulheres que enfrentam a violência doméstica, contribuindo para a sua reintegração ao mercado de trabalho.

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