Luiz Inácio Lula da Silva tem 59% de aprovação entre aposentados, um grupo importante para ele, mesmo com sua popularidade caindo. A aprovação geral é de 48%, e entre trabalhadores formais é de 39%. Esse apoio se deve a políticas que valorizam o salário mínimo e benefícios previdenciários. No entanto, essas medidas estão pressionando as finanças do INSS, que pode gastar entre R$ 835 bilhões e R$ 1,4 trilhão em dez anos por causa dos aumentos salariais. A fila de espera por benefícios do INSS quase dobrou, passando de 1,4 milhão para 2,678 milhões de pedidos em um ano, o que é um recorde desde 2018. O governo também aumentou a previsão de gastos com previdência para R$ 1,032 trilhão, representando 8,1% do PIB. Com o envelhecimento da população, esses gastos podem chegar a 10% do PIB até 2050, se não houver reformas. Além disso, o governo enfrenta um escândalo de fraudes em benefícios, o que pode afetar a imagem de Lula entre os aposentados. A ideia de desvincular o piso da Previdência do salário mínimo é uma possível solução, mas Lula parece preferir manter o sistema atual, o que pode causar mais problemas nas contas públicas.
Os aposentados continuam a ser uma base eleitoral crucial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 59% de aprovação entre esse grupo, apesar da queda geral em sua popularidade. Em comparação, a aprovação entre a população geral é de 48% e apenas 39% entre assalariados formais, conforme dados do Datafolha de abril.
A fidelidade dos aposentados pode ser atribuída a políticas de valorização do salário mínimo e benefícios previdenciários implementadas durante seus mandatos. No entanto, essas medidas têm gerado impactos significativos nas contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Instituição Fiscal Independente (IFI) estima que os gastos com previdência podem aumentar entre R$ 835 bilhões e R$ 1,4 trilhão ao longo de dez anos, devido aos reajustes do piso salarial.
Aumento na Demanda por Benefícios
Recentemente, a fila de espera por benefícios do INSS quase dobrou, passando de 1,4 milhão de pedidos em abril do ano passado para 2,678 milhões em abril de 2025. Esse aumento representa um recorde desde 2018 e indica uma pressão financeira crescente sobre o sistema previdenciário. O governo também revisou sua projeção de gastos com benefícios previdenciários para R$ 1,032 trilhão, representando 8,1% do PIB.
O envelhecimento da população brasileira, evidenciado pelo Censo 2022, agrava a situação. Os pagamentos do INSS, que caíram para 7,9% do PIB após a reforma de 2019, já somam 8% e devem continuar a crescer. Projeções indicam que esses gastos podem atingir 10% do PIB até 2050, caso não haja reformas.
Desafios Futuros
O governo enfrenta desafios adicionais, como o escândalo de descontos fraudulentos em benefícios, que pode afetar a imagem de Lula entre os aposentados. A necessidade de desvincular o piso da Previdência do salário mínimo surge como uma possível solução, mas Lula parece optar por manter o atual sistema, o que pode levar a um desequilíbrio ainda maior nas contas públicas. A situação exige atenção, pois os aposentados e pensionistas podem enfrentar notícias ainda mais desafiadoras nos próximos anos.
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