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Jornalista descreve app de relacionamento para supremacistas brancos como ‘violento’

Vera Papisova revela os perfis e motivações de extremistas de direita em um aplicativo de relacionamentos, destacando dinâmicas de poder e submissão.

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A jornalista Vera Papisova passou um ano em um aplicativo de relacionamentos para extremistas de direita, onde interagiu com 60 homens e marcou 24 encontros. Usando o nome “Veronica”, ela se apresentou como uma liberal interessada em entender as motivações desses indivíduos, que incluíam neonazistas e apoiadores de Donald Trump. Papisova observou que muitos homens buscavam parceiras submissas, não vacinadas e que se identificassem como cristãs nacionalistas, desejando um retorno ao patriarcado. Durante a experiência, ela tomou cuidado para não revelar sua verdadeira identidade e se distanciou emocionalmente das conversas, que considerou desafiadoras. Embora tenha sido uma pesquisa interessante, ela não recomenda essa experiência a menos que a pessoa consiga se descolar emocionalmente.

A jornalista norte-americana Vera Papisova compartilhou sua experiência de um ano em um aplicativo de relacionamentos voltado para extremistas de direita. Durante 2024, ela interagiu com 60 homens e marcou 24 encontros, buscando compreender as motivações e perfis desses indivíduos.

Papisova, conhecida por suas investigações sobre extremismo político, utilizou o pseudônimo “Veronica” e se apresentou como uma liberal aberta a novas perspectivas. Em suas interações, ela se deparou com homens que se identificam como neonazistas, apoiadores de Donald Trump e outros grupos de extrema direita. A jornalista destacou que o objetivo era entender os gatilhos emocionais que levam essas pessoas a adotar tais ideologias.

Dinâmicas de Relacionamento

A repórter observou que os homens desse aplicativo buscam mulheres com características específicas. A maioria prefere parceiras submissas, não vacinadas e que se encaixem em um perfil de cristãs nacionalistas. Papisova notou que muitos desejam um retorno ao patriarcado bíblico, onde a mulher é vista como responsável pelo lar e pela criação dos filhos.

Em seu relato, Vera enfatizou a importância de manter a segurança durante todo o processo. Ela não revelou sua verdadeira identidade e se distanciou emocionalmente das conversas, que considerou desafiadoras. A experiência, embora enriquecedora para sua pesquisa, não foi agradável.

Reflexões Finais

A jornalista concluiu que a interação com esses grupos é complexa e exige um profissionalismo que nem todos possuem. “Não recomendo essa experiência, a menos que você seja capaz de se descolar emocionalmente,” afirmou. A investigação de Papisova lança luz sobre as dinâmicas sociais e emocionais que permeiam o extremismo contemporâneo.

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