O uso de inteligência artificial por vereadores da Câmara Municipal de Niterói cresceu, com 15 dos 21 parlamentares criando conteúdos para suas redes sociais com essa tecnologia. Alguns vereadores fazem versões animadas de si mesmos, enquanto outros usam IA para criticar adversários. Especialistas alertam sobre problemas como desinformação e violação de direitos autorais. Afonso de Albuquerque, professor da UFF, afirma que a IA não cria, mas organiza ideias de pessoas, o que pode ser considerado plágio. Allan Lyra (PL) defende o uso da IA como uma nova forma de comunicação, enquanto Benny Briolly (PSOL) enfrentou críticas por usar artes inspiradas no estúdio Ghibli, reconhecendo que isso prejudica artistas. Leonardo Giordano (PCdoB) minimiza o uso de IA em suas postagens, enfatizando o apoio à cultura local. Carlos d’Andrea, da UFMG, destaca o alto consumo de energia dos modelos de IA e a apropriação de estilos artísticos. O vereador Professor Tulio (PSOL) e Sylvio Maurício (PT) criticaram o uso irresponsável da tecnologia, ressaltando os desafios que ela traz.
O uso de inteligência artificial (IA) por vereadores da Câmara Municipal de Niterói tem se intensificado, com quinze dos vinte e um parlamentares utilizando a tecnologia para criar conteúdos nas redes sociais. Essa prática gerou debates sobre regulamentação e os impactos na arte, especialmente em relação à desinformação e direitos autorais.
Vereadores têm explorado a IA de diversas maneiras, como criar versões animadas de si mesmos ou provocar adversários políticos. Especialistas alertam para os riscos associados, como a produção de desinformação e a violação de direitos autorais. Afonso de Albuquerque, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), afirma que a IA é uma forma de plágio, pois organiza e seleciona argumentos de autores humanos.
Allan Lyra (PL) é um dos parlamentares que mais utiliza imagens geradas por IA, ironizando adversários com representações quase idênticas. Ele defende que a IA é uma nova linguagem de comunicação, embora reconheça a necessidade de um debate mais amplo sobre seu uso. Por outro lado, a vereadora Benny Briolly (PSOL) enfrentou críticas ao adotar artes inspiradas no estúdio Ghibli, levando-a a refletir sobre o impacto da IA na criação artística.
Críticas e Reflexões
Leonardo Giordano (PCdoB), atual secretário de Culturas, também se juntou à tendência, mas enfatiza que o uso de IA representa uma pequena fração de suas postagens. Ele destaca que a Secretaria das Culturas investirá R$ 25 milhões em 2025 para apoiar artistas e promover a cultura em Niterói.
Carlos d’Andrea, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alerta sobre o consumo de recursos naturais pela IA, que cresce rapidamente com cada nova versão. Ele observa que a popularidade de imagens inspiradas em Ghibli pode banalizar a estética de um estúdio que critica a lógica de consumo.
Na Câmara, alguns vereadores, como Professor Tulio (PSOL) e Sylvio Maurício (PT), expressaram preocupações sobre o uso irresponsável da tecnologia. Sylvio afirmou que a IA pode ser uma ferramenta útil, mas seu uso inadequado representa um grande desafio.
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