Roman Krznaric, filósofo social australiano, vai lançar seu novo livro “História para o Amanhã” no dia 9 de dezembro. Neste livro, ele discute problemas globais do século 21, como a dependência de combustíveis fósseis, desigualdade e crises democráticas, além de criticar o neoliberalismo. Krznaric, que é cofundador da The School of Life, acredita que a história pode nos ajudar a enfrentar esses desafios. Ele menciona a importância de movimentos sociais, citando o exemplo das “Diretas Já” no Brasil, e defende a necessidade de novos modelos econômicos que não se baseiem apenas no crescimento. Krznaric também alerta sobre os perigos da inteligência artificial e a crise ecológica, destacando que a falta de confiança nas informações pode levar a um colapso da realidade. Ele propõe que precisamos aprender a gerenciar nossos recursos de forma mais cooperativa e que a mudança muitas vezes vem de movimentos sociais que desafiam o status quo.
Roman Krznaric, filósofo social australiano e cofundador da The School of Life, lançará seu novo livro “História para o Amanhã” no dia 9 de dezembro. A obra aborda os desafios globais do século 21, criticando o neoliberalismo e propondo novos modelos econômicos.
Em entrevista ao Estadão, Krznaric destacou a importância de aprender com a história para enfrentar problemas contemporâneos, como a dependência de combustíveis fósseis e a desigualdade social. Ele enfatizou que “a história é um dos nossos recursos mais subvalorizados” e que os líderes atuais estão presos à “tirania do agora”.
O filósofo, que está em sua terceira visita ao Brasil, também alertou sobre os perigos da inteligência artificial (IA) e da crise ecológica. Ele criticou o individualismo exacerbado promovido pelo neoliberalismo e a falta de foco em como a sociedade deve viver coletivamente.
Propostas e Movimentos Sociais
Krznaric defendeu a necessidade de novos modelos econômicos que não se encaixem nas categorias tradicionais de esquerda ou direita. Ele citou a “economia do donut”, proposta por sua esposa, a economista Kate Raworth, que busca equilibrar necessidades sociais e ecológicas.
O filósofo também mencionou a importância de movimentos sociais, como as “Diretas Já”, que mobilizaram a população brasileira em busca de mudanças. “Precisamos de movimentos disruptivos para mudanças urgentes”, afirmou. Ele acredita que a ação coletiva é essencial para enfrentar a crise climática e outros desafios globais.
Reflexões sobre o Futuro
Krznaric está escrevendo um romance sobre a crise da água, ressaltando a necessidade de gerenciar recursos hídricos de forma cooperativa. Ele citou o exemplo do Tribunal das Águas em Valência, que demonstra a capacidade humana de colaboração para resolver problemas comuns.
O filósofo concluiu que a falta de imaginação sobre alternativas ao capitalismo é um obstáculo significativo. “É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo”, disse, enfatizando a urgência de repensar modelos econômicos e sociais para um futuro sustentável.
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