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Barroso defende evento com CEO do iFood e critica falta de conhecimento sobre o tema

Barroso justifica presença em jantar beneficente do iFood, que arrecadou fundos para diversidade na magistratura, amid críticas sobre conflito de interesses.

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O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu sua presença em um jantar beneficente organizado pelo CEO do iFood, Diego Barreto, para arrecadar fundos para um programa que ajuda candidatos negros e indígenas a entrarem na magistratura. O evento gerou polêmica porque o iFood está envolvido em uma ação no STF sobre a relação de trabalho com motoristas de aplicativo. Barroso comentou que no Brasil há pessoas que fazem algo e outras que apenas têm razão. O programa já concedeu 96 bolsas de R$ 3.000 mensais e busca atingir um total de 100. Um vídeo do jantar, onde Barroso canta com Barreto, gerou críticas sobre sua interação com empresários com interesses no tribunal. Barroso respondeu que o evento foi para arrecadar fundos e destacou a dificuldade de mudar a cultura no Brasil. O iFood, que busca uma definição legal para mais de 10 mil processos, está com o ministro Edson Fachin como relator do caso, e Barroso deve definir quando será o julgamento.

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu sua presença em um jantar beneficente promovido pelo CEO do iFood, Diego Barreto, na última semana. O evento, realizado para arrecadar fundos para o Programa de Ação Afirmativa do CNJ, gerou polêmica devido ao interesse da empresa em uma ação no Supremo sobre o vínculo empregatício de motoristas de aplicativo.

Durante a abertura da sessão do CNJ, Barroso afirmou que no Brasil existem “duas grandes categorias de pessoas: as que fazem alguma coisa e as que têm razão”. O jantar teve como objetivo arrecadar recursos para apoiar candidatos negros e indígenas ao ingresso na magistratura, com 96 bolsas de R$ 3.000 mensais já concedidas. O projeto, em parceria com a FGV, visa alcançar um total de 100 bolsas.

Um vídeo do evento, onde Barroso canta ao lado de Barreto, provocou críticas sobre sua interação com empresários que têm interesses no tribunal. O ministro respondeu às críticas, destacando que o jantar foi uma iniciativa para arrecadar fundos e que a “incultura é um problema difícil de sanar no Brasil”. O STF ressaltou que o programa é voltado para candidatos já aprovados no Exame Nacional da Magistratura, conforme os princípios da Constituição e do Estatuto da Igualdade Racial.

Diego Barreto, em nota, esclareceu que o jantar foi uma iniciativa pessoal, com a presença de 60 participantes, incluindo magistrados e educadores. O iFood, que participa de uma ação no STF sobre a relação de trabalho com motoristas de aplicativo, busca uma definição que possa ser aplicada a mais de 10 mil processos na Justiça do Trabalho. O relator do caso é o ministro Edson Fachin, e Barroso deve definir a data do julgamento.

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