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Estudantes da PUC-SP ocupam campus em protesto contra questões sociais e raciais

Estudantes da PUC-SP ocupam prédio em protesto contra racismo e precariedade, enquanto a reitoria busca diálogo após autorização judicial para reintegração.

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Estudantes da PUC-SP ocuparam um prédio da universidade para protestar contra racismo, assédio e precariedade. A manifestação, organizada pelo coletivo Saravá, começou no dia 19 e incluiu barricadas feitas com carteiras. No dia 24, o Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a PUC-SP a retomar a posse do campus, mas a universidade prefere resolver a situação por meio do diálogo e não quer chamar a polícia. Os estudantes pedem melhorias na infraestrutura, redução das mensalidades e uma postura mais firme da PUC-SP contra discriminação. A reitoria reconheceu a validade das reivindicações, mas afirmou que a ocupação está dificultando a circulação de alunos e funcionários. Além disso, a reitoria interditou o restaurante universitário após a presença de um rato, oferecendo outras opções para as refeições. A situação afeta cursos como Ciências Sociais, Serviço Social e Psicologia, e os alunos relatam experiências de preconceito na instituição. A PUC-SP reafirma sua disposição para dialogar e buscar soluções para as demandas dos alunos.

Estudantes da PUC-SP ocuparam um prédio da universidade em protesto contra racismo, assédio e precariedade. A manifestação, organizada pelo coletivo Saravá, começou na segunda-feira, 19, e incluiu barricadas feitas com carteiras para bloquear passagens.

Neste sábado, 24, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou a PUC-SP a reintegrar a posse do campus da Rua Monte Alegre, atualmente ocupado. A mantenedora, a Fundação São Paulo, afirmou que prefere resolver a situação por meio do diálogo e não pretende acionar a polícia imediatamente. A reitoria busca garantir o funcionamento da universidade e apurar danos ao patrimônio.

Os estudantes exigem melhorias estruturais, redução nas mensalidades e um posicionamento mais firme da PUC-SP contra discriminação. Em nota, a reitoria reconheceu a legitimidade das pautas, mas destacou que a ocupação está causando restrições ao direito de ir e vir de alunos e funcionários. O juiz Marcelo Augusto Oliveira, em sua decisão, ressaltou que a liberdade de manifestação não justifica a violação do direito de posse da universidade.

Situação do Restaurante Universitário

Além da ocupação, a reitoria interdita o restaurante universitário após a presença de um rato. A interdição foi uma medida de precaução, e a universidade disponibilizou salas alternativas para refeições. A vigilância sanitária e representantes da empresa responsável pelo restaurante foram convocados para uma inspeção.

Os cursos de Ciências Sociais, Serviço Social e Psicologia estão sendo impactados pela ocupação. Os estudantes relatam experiências de preconceito e descaso na instituição, incluindo um caso em que uma aluna foi acusada de roubo por uma professora, resultando em um boletim de ocorrência por injúria racial.

A PUC-SP reafirmou sua disposição para o diálogo e a busca por soluções que atendam às demandas dos alunos, enquanto a situação no campus continua a se desenvolver.

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