O governo de São Paulo anunciou mudanças na minuta do contrato para a construção de uma nova sede administrativa no bairro de Campos Elíseos, com um investimento de R$ 4,7 bilhões. Essas alterações foram feitas após uma consulta pública que recebeu 268 sugestões, principalmente de advogados e da sociedade civil. As preocupações incluíram desapropriações e garantias para investidores, e o governo prometeu incluir medidas para minimizar os impactos na população. O projeto prevê cinco edifícios que abrigarão várias secretarias e órgãos do governo. A previsão é que o edital seja finalizado até a metade do ano, com a licitação no terceiro trimestre, e as obras devem começar em 2026, com entrega em 2028.
O governo de São Paulo anunciou ajustes na minuta do contrato da parceria público-privada (PPP) para a construção de uma nova sede administrativa no bairro de Campos Elíseos. O investimento previsto é de R$ 4,7 bilhões e faz parte das promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas.
As mudanças foram decididas após uma consulta pública realizada entre janeiro e março, que recebeu 268 contribuições. Destas, 154 vieram de escritórios de advocacia e consultorias, 58 da sociedade civil e 56 de operadores e investidores. O governo ainda não disponibilizou o acesso às manifestações individuais, como é comum em processos desse tipo.
As principais preocupações levantadas incluíram questões sobre desapropriação, reassentamento de moradores e garantias para investidores. O governo se comprometeu a incluir medidas para mitigar os impactos socioeconômicos na população afetada. Além disso, a minuta será ajustada para detalhar a estrutura de garantias e o prazo para sua implementação.
Detalhes do Projeto
O projeto prevê a construção de um complexo com cinco edifícios, que abrigará a sede do governo, 28 secretarias e 36 órgãos estaduais atualmente dispersos pela cidade. O modelo de negócios será uma concessão administrativa, onde empresas serão responsáveis pela execução de obras e manutenção, recebendo aluguel do governo.
O cronograma estipula que o edital seja finalizado até a metade do ano, com a licitação ocorrendo no terceiro trimestre. As obras devem começar em 2026 e a entrega está prevista para 2028. A formação de consórcios entre construtoras e agentes financeiros é esperada, dada a magnitude do investimento.
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