Três partidos, PSOL, PCdoB e Solidariedade, estão apoiando um acordo judicial que pode reduzir em até cinco bilhões de reais as dívidas de sete empresas, como Odebrecht e Andrade Gutierrez, com o governo. Essas empresas devem pagar multas por fraudes relacionadas à Petrobras, reveladas na Operação Lava Jato. O acordo é visto como uma ação em favor de interesses privados, já que os partidos, que recebem dinheiro dos impostos, estão usando o Supremo Tribunal Federal para defender essas empresas. A Odebrecht, por exemplo, deveria pagar quatro bilhões de reais, mas até agora só pagou 170 milhões. Com o novo acordo, a dívida pode cair para menos de dois bilhões. A Procuradoria-Geral da República já enviou uma análise ao Supremo sobre essas mudanças, mostrando que está disposta a aceitar o acordo que favorece as empresas.
Três partidos (PSOL, PCdoB e Solidariedade) estão apoiando um pacto judicial que pode reduzir em até R$ 5 bilhões as dívidas de sete empresas com o Estado brasileiro. Essas empresas, envolvidas em fraudes na Petrobras, buscam uma diminuição significativa nas multas impostas após a Operação Lava Jato.
Os partidos recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa dos interesses de Odebrecht, Braskem, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Engevix, UTC e OAS. Esse movimento é visto como uma ação incomum, onde partidos sustentados por impostos atuam em favor de grupos privados. O novo acordo pode permitir que as empresas paguem menos de R$ 2 bilhões, reduzindo suas obrigações financeiras.
A Procuradoria-Geral da República enviou ao STF uma análise sobre as mudanças nos valores dos acordos. As ressalvas do Ministério Público são em sua maioria sigilosas, mas indicam uma disposição em aceitar a conciliação proposta. Os presidentes do PSOL, Juliano Medeiros; do Solidariedade, Eurípedes Macedo Júnior; e do PCdoB, Luciana Santos, estão à frente dessa iniciativa.
Odebrecht, que em 2018 concordou em pagar R$ 4 bilhões em multas, até agora depositou apenas R$ 170 milhões. Com o novo pacto, a dívida da empresa pode ser ainda mais reduzida, dependendo da negociação sobre os indexadores do endividamento. A situação levanta questões sobre a relação entre partidos políticos e interesses privados no Brasil.
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