Scott Jenkins, ex-xerife do Condado de Culpeper, foi perdoado por Donald Trump após ser condenado por fraude e suborno. Ele aceitou mais de 75 mil dólares em propinas para criar cargos de policiais sem treinamento e estava prestes a cumprir uma pena de 10 anos de prisão. Jenkins, que é um apoiador de Trump, foi considerado culpado em dezembro e sentenciado em março. Trump disse que ele foi vítima de um “Departamento de Justiça excessivamente zeloso”. Jenkins foi condenado por doze crimes, incluindo suborno, e os promotores alegaram que ele aceitou subornos de várias pessoas, incluindo agentes do FBI disfarçados. O juiz do caso, nomeado por Biden, conduziu um julgamento por júri. O perdão de Trump se soma a outras clemências que ele já concedeu, incluindo quase 1.600 pessoas ligadas aos distúrbios no Capitólio em 2021. A Constituição dos EUA permite que o presidente conceda perdões, encerrando punições e restaurando direitos civis.
Ex-xerife condenado recebe perdão de Donald Trump
O ex-xerife do Condado de Culpeper, Scott Jenkins, foi perdoado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após ser condenado por fraude e suborno. Jenkins, que aceitou mais de 75 mil dólares em propinas para criar cargos de oficiais de polícia sem treinamento, estava prestes a iniciar uma pena de 10 anos de prisão.
Jenkins, um apoiador de longa data de Trump, foi considerado culpado em dezembro do ano passado. Ele foi sentenciado em março e deveria se apresentar à prisão na terça-feira, mas o perdão presidencial o isentou de cumprir qualquer pena. Trump afirmou que Jenkins foi vítima de um “Departamento de Justiça excessivamente zeloso”, referindo-se à administração Biden.
O ex-xerife foi condenado por um total de doze crimes, incluindo conspiração e suborno. Os promotores alegaram que ele aceitou subornos de oito pessoas, incluindo dois agentes do FBI disfarçados, em troca de cargos de auxiliar de xerife. Esses cargos, embora voluntários, conferem poderes de aplicação da lei.
Reações e contexto
Trump, em uma postagem na rede social Truth Social, descreveu Jenkins como uma “pessoa maravilhosa” que foi perseguida por “monstros da esquerda radical”. O juiz que presidiu o caso, Robert Ballou, foi nomeado por Biden, mas a condenação foi resultado de um julgamento por júri.
A atuação de Jenkins foi criticada pelo procurador dos EUA na Virgínia, que afirmou que ele violou seu juramento de ofício. Jenkins, que foi eleito em 2011 e reeleito em 2015 e 2019, apelou a Trump após sua condenação, acreditando que o presidente o ajudaria ao conhecer sua história.
O perdão a Jenkins se junta a uma série de clemências concedidas por Trump, que já havia perdoado quase 1.600 pessoas ligadas aos distúrbios no Capitólio em 2021. A Constituição dos EUA confere ao presidente o poder de conceder perdões, encerrando punições e restaurando direitos civis.
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